Presidente Donald Trump compartilhou detalhes de sua última conversa com o senador Lindsey Graham, que faleceu subitamente no último sábado (11). Graham, um aliado próximo de Trump e figura influente na política externa americana, foi encontrado morto em sua residência em Washington. A notícia chocou o cenário político dos Estados Unidos, especialmente pelas circunstâncias e a proximidade da ligação telefônica com o presidente.
Segundo o relato do próprio Donald Trump em entrevista à rede NBC, a conversa com Graham ocorreu no início da noite de sábado. O senador, que acabara de retornar de uma viagem a Kiev, na Ucrânia, teria expressado estar se sentindo cansado. Apesar disso, Trump afirmou que Graham parecia estar em bom estado geral de saúde.
A ligação, que aconteceu por volta das 19h, foi seguida poucas horas depois por uma notícia trágica. No início da madrugada de domingo, a equipe do senador informou o falecimento de Graham. O presidente americano descreveu o senador como um amigo querido, comparando-o a um membro de sua família, e elogiou sua atuação como um excelente político.
A relação entre Trump e Graham, embora consolidada nos últimos anos, teve um início conturbado. O senador chegou a criticar duramente o então empresário, considerando-o inapto para a presidência. No entanto, após a vitória de Trump nas eleições, Graham mudou sua postura, tornando-se um de seus mais firmes apoiadores no Senado. Conforme apurado pela NBC, um chamado de emergência para uma parada cardíaca foi registrado no endereço de Graham, informação ainda não confirmada oficialmente por sua equipe.
Causa da Morte e Legado Político
Os resultados preliminares da autópsia, divulgados no domingo (12) pelo gabinete do senador, indicaram que a morte de Lindsey Graham, aos 71 anos, foi decorrente de uma dissecação da aorta, ligada a uma doença cardiovascular arteriosclerótica. Graham era conhecido por sua defesa de uma política externa intervencionista e por sua atuação em questões de segurança nacional.
Nascido na Carolina do Sul, Graham trilhou um caminho notável na política, ingressando no Senado em 2002. Sua carreira foi marcada por uma forte defesa dos interesses americanos no cenário internacional. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, expressou profundo pesar, reconhecendo Graham como um “verdadeiro defensor da liberdade”.
O Plano “Save America Act” e o Futuro no Senado
Durante a conversa com Trump, Graham e o presidente discutiram um possível encontro para tratar do “Save America Act”, um pacote de leis proposto por Trump com o objetivo de restringir o voto nos Estados Unidos. O projeto, entre outras medidas, exigiria comprovação de cidadania para o registro de eleitores nas eleições de meio de mandato, previstas para novembro.
A morte de Graham abre uma vaga no Senado, onde os republicanos detêm uma maioria apertada. De acordo com a lei da Carolina do Sul, o governador Henry McMaster terá a responsabilidade de nomear um substituto temporário para o cargo, que será ocupado até janeiro. McMaster lamentou a perda, definindo Graham como “insubstituível” e um “amigo leal e firme”.
O senador, que não era casado e não tinha filhos, era uma figura central em diversas comissões importantes do Senado, incluindo Orçamento, Apropriações, Judiciária e Meio Ambiente. Sua ausência representa um impacto significativo para o partido e para a política americana.
