Governo Trump Pede Verificação de Eleitores Estrangeiros em 4 Estados Chave, Levanta Suspeitas de Fraude

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Governo Trump Pede Verificação de Eleitores Estrangeiros em 4 Estados Chave, Levanta Suspeitas de Fraude

O Secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos, Markwayne Mullin, enviou um pedido formal às autoridades eleitorais da Califórnia, Nova Jersey, Nevada e Pensilvânia. O objetivo é verificar as listas de eleitores em busca de possíveis cidadãos não americanos registrados para votar.

Este movimento ocorre um dia após o ex-presidente Donald Trump reiterar alegações de interferência em eleições anteriores, sem apresentar evidências que sustentem essas afirmações. O Departamento de Segurança Interna (DHS) citou possíveis violações em cada estado, mas não forneceu comprovação.

Mullin deu um prazo de duas semanas para que os secretários de Estado respondam e confirmem a colaboração com o DHS. Ele também alertou que a falta de cooperação pode resultar em multas, penalidades e até mesmo prisão, dependendo da gravidade da situação. As informações foram divulgadas em comunicado oficial. Conforme informações divulgadas pelo DHS, o departamento teria identificado mais de 250 mil possíveis não cidadãos registrados ilegalmente para votar nos quatro estados mencionados.

Nevada Refuta Alegações e Exige Provas

O principal responsável eleitoral de Nevada, Francisco Aguilar, rejeitou enfaticamente as alegações do DHS. Em um e-mail, Aguilar declarou que, à primeira vista, as alegações são refutadas e consideradas, na melhor das hipóteses, altamente especulativas. Ele ressaltou que o DHS não apresentou qualquer evidência para comprovar suas afirmações.

Aguilar afirmou que Nevada tem fornecido consistentemente ao DHS informações detalhadas sobre seus procedimentos para manter listas de eleitores qualificados e as medidas de segurança implementadas para prevenir fraudes. Os estados de Nova Jersey, Pensilvânia e Califórnia não responderam a pedidos de comentários sobre a carta do DHS.

Trump Insiste em Novas Regras Eleitorais e Levanta Suspeitas

Markwayne Mullin também mencionou em suas redes sociais que o DHS identificou mais de 250 mil potenciais não cidadãos registrados ilegalmente para votar nos quatro estados. Ele aproveitou para pedir apoio à legislação conhecida como SAVE America Act, apoiada por Trump.

Essa proposta de lei impõe novos requisitos de identificação do eleitor e de cidadania. Trump tem pressionado seus aliados republicanos no Congresso para aprovar o projeto, apesar de conclusões já estabelecidas de que a fraude eleitoral é rara nos Estados Unidos. A insistência em novas regras eleitorais ocorre em um momento em que os republicanos enfrentam a perspectiva de perder assentos no Congresso em novembro.

Alegações de Interferência Estrangeira e Falta de Evidências

Donald Trump intensificou seus esforços para tornar a segurança eleitoral uma pauta central nas eleições de meio de mandato. Ele chegou a afirmar que a China interferiu na campanha presidencial de 2020, uma alegação que não encontra respaldo em avaliações de inteligência dos EUA. Trump tem um histórico de levantar dúvidas sobre resultados eleitorais, alegando falsamente fraude em sua derrota para Joe Biden em 2020.

Ele também disseminou desinformação sobre voto por correspondência, urnas eletrônicas e o voto de não cidadãos. É importante notar que inúmeros tribunais e recontagens de votos não encontraram evidências de fraude em larga escala nas eleições de 2020. Mullin também mencionou preocupações sobre componentes estrangeiros em máquinas de votação, mas sem apresentar provas concretas de manipulação.

CISA Promete Plano Atualizado de Infraestrutura Eleitoral

Durante seus comentários, Mullin expressou preocupação com a possibilidade de adversários estrangeiros acessarem e alterarem cadastros eleitorais e votos. Ele afirmou que “sabemos que isso é possível”, mas não apresentou evidências que sustentem tais ataques por parte de países estrangeiros para manipular diretamente as eleições nos EUA.

Adicionalmente, Mullin informou que a Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura (CISA) divulgará um “plano atualizado de infraestrutura eleitoral dentro de 30 dias”. A CISA, até o momento, não respondeu a perguntas sobre os detalhes deste plano atualizado de segurança eleitoral. A situação levanta debates sobre a segurança e integridade do processo eleitoral americano, com alegações que carecem de comprovação.

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