EUA retomam ataques contra o Irã após mortes de militares americanos na Jordânia
Os Estados Unidos lançaram novos ataques contra o Irã neste sábado (18), informou o Comando Central do país (CENTCOM), em resposta à morte de dois militares americanos e ao desaparecimento de outro após um ataque iraniano em uma base na Jordânia. Esta marca a oitava noite seguida de ações americanas contra o território iraniano.
As ofensivas recentes dos EUA atingiram infraestrutura civil, como pontes e usinas de dessalinização. O líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, havia advertido que Washington pagaria por tentar escalar o conflito. Os ataques aéreos, iniciados por ordem do presidente Donald Trump, visam, segundo o CENTCOM, diminuir a capacidade do Irã de ameaçar a navegação comercial no Estreito de Ormuz e punir as forças da Guarda Revolucionária Islâmica pela ação na Jordânia.
A agência de notícias iraniana Mehr reportou um ataque americano próximo a Sirik, no sul do Irã, mas sem informações sobre vítimas ou danos significativos à infraestrutura. O aiatolá Khamenei, por sua vez, apelou à unidade nacional diante da escalada de agressões mútuas entre Washington e Teerã. Conforme o jornal “The New York Times”, o ataque à base americana de Al Azraq, na Jordânia, na sexta-feira, danificou helicópteros, incluindo modelos de combate Black Hawk.
Militares americanos mortos e feridos na Jordânia
Desde o início da guerra, o conflito já resultou na morte de 16 militares dos EUA e deixou mais de 430 feridos. Em 17 de julho, dois militares americanos foram mortos na Jordânia enquanto se defendiam contra ataques iranianos com mísseis balísticos e drones. Um terceiro militar está desaparecido em ação, segundo o comunicado do CENTCOM.
Irã suspende compromissos do cessar-fogo e ataca aliados dos EUA
Teerã e Washington têm protagonizado uma escalada militar desde o naufrágio do acordo de cessar-fogo assinado em junho. O líder supremo iraniano criticou a assinatura de um presidente americano, considerando-a sem valor ou credibilidade. Em resposta aos ataques americanos, o Irã anunciou a suspensão de seus compromissos com o cessar-fogo de junho e lançou novos ataques contra aliados de Washington no Golfo.
O Kuwait foi alvo de ataques contínuos, com uma usina de dessalinização atingida e operações no Aeroporto Internacional do Kuwait suspensas devido a ameaças de mísseis e drones. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou ter atacado um centro de apoio militar dos EUA no Campo Arifjan e destruído uma instalação de radar na Base Aérea de Ali Al Salem, ambas no Kuwait.
Ataques americanos atingem infraestrutura civil no Irã
O CENTCOM informou ter realizado, pela sétima noite consecutiva, ataques contra instalações de vigilância, infraestrutura logística militar, depósitos subterrâneos de armas e capacidades marítimas iranianas. Segundo a mídia estatal iraniana, bombardeios americanos atingiram usinas elétricas e instalações de dessalinização na província de Hormozgan. Uma usina de dessalinização foi destruída, afetando o abastecimento de água para cerca de 10 mil pessoas, e outra foi danificada na ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz.
Escalada militar e consequências regionais
A troca de ataques entre EUA e Irã eleva a tensão no Oriente Médio, com potencial para desestabilizar ainda mais a região. A capacidade iraniana de ameaçar rotas marítimas estratégicas e a resposta americana com bombardeios em infraestrutura civil levantam preocupações sobre a segurança e o fornecimento de recursos essenciais, como água potável, para a população local. A situação exige atenção internacional para evitar uma guerra em larga escala.
