Militar dos EUA morre no Iraque após drone iraniano explodir: escalada militar entre Washington e Teerã se intensifica

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Militar dos EUA morre no Iraque em incidente com drone iraniano, elevando tensões com Teerã

Um militar americano perdeu a vida no norte do Iraque no último sábado (18) devido à detonação de uma munição não detonada, conforme informado pelo Comando Central das Forças Armadas dos EUA (CentCom). A munição era proveniente de um drone iraniano de ataque unidirecional que havia sido abatido anteriormente.

O incidente, que também deixou um segundo militar ferido com um ferimento leve, ocorre em um momento de acirramento da escalada militar entre Washington e Teerã. O CentCom ainda não divulgou os nomes dos militares envolvidos.

As mortes em serviço aumentam a preocupação com a segurança na região e o impacto direto da crescente hostilidade entre as duas potências. A situação é acompanhada de perto por observadores internacionais, atentos aos próximos desdobramentos.

Ataques recentes e o aumento do conflito

A morte no Iraque se soma a outros incidentes recentes. No mesmo sábado, o CentCom relatou a morte de dois militares americanos em um ataque atribuído ao Irã a uma base dos EUA na Jordânia, ocorrido na sexta-feira (17). Um terceiro militar está desaparecido em ação, e neste domingo, restos mortais não identificados foram encontrados no local, com exames de identificação em andamento.

O presidente Donald Trump lamentou as perdas, expressando tristeza e afirmando que as mortes ocorreram “em serviço ao nosso país”. Enquanto isso, o líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, apelou por unidade nacional em meio ao recrudescimento das agressões mútuas.

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou na sexta-feira ter destruído ao menos dois caças americanos e outras três aeronaves em um ataque com mísseis e drones contra a base americana de Al Azraq, na Jordânia. O jornal “The New York Times” reportou que o ataque danificou vários helicópteros das Forças Armadas dos EUA, incluindo modelos de combate como os Black Hawks.

Irã suspende compromissos e EUA intensificam ataques

A escalada militar entre Teerã e Washington intensificou-se desde o colapso do acordo de cessar-fogo assinado em junho. O aiatolá Khamenei acusou os Estados Unidos de descumprirem compromissos, declarando que a assinatura de um presidente americano “não tem valor nem credibilidade”.

Em resposta, o Irã anunciou no sábado a suspensão de seus compromissos sob os termos do cessar-fogo de junho. Paralelamente, os confrontos continuam, com o CentCom informando ter realizado ataques contra instalações de vigilância, infraestrutura logística militar, depósitos subterrâneos de armas e capacidades marítimas iranianas pela sétima noite consecutiva.

A mídia estatal iraniana reportou que bombardeios americanos atingiram usinas elétricas e instalações de dessalinização na província de Hormozgan, no sul do país. Uma usina de dessalinização foi destruída, afetando o abastecimento de água para cerca de 10 mil pessoas, enquanto outra foi danificada na ilha de Qeshm, estratégica no Estreito de Ormuz.

Kuwait também é alvo de ataques iranianos

Em retaliação, o Irã lançou novos ataques contra aliados de Washington no Golfo. O Kuwait foi alvo de ataques contínuos, com uma usina de dessalinização atingida e operações no Aeroporto Internacional do Kuwait suspensas devido a ameaças de mísseis e drones. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã reivindicou ataques a um centro de apoio militar dos EUA no Campo Arifjan e a destruição de uma instalação de radar na Base Aérea de Ali Al Salem, ambas no Kuwait.

Desde o início da guerra, o CentCom registrou um total de 16 militares dos EUA mortos e mais de 430 feridos. A contínua troca de ataques eleva o risco de um conflito mais amplo na região, com sérias consequências humanitárias e econômicas.

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