Trump vê em Gianni Infantino, presidente da FIFA, o nome ideal para assumir a Secretaria-Geral da ONU, buscando fortalecer laços internacionais.
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou o desejo de ver Gianni Infantino, atual presidente da FIFA, concorrendo à eleição para o cargo de Secretário-Geral das Nações Unidas. A informação foi divulgada pelo jornal New York Post, indicando uma potencial mudança significativa no cenário diplomático global.
Segundo fontes próximas a Trump, o ex-presidente americano acredita que Infantino possui a capacidade de ser “respeitado por todos ao redor do mundo” e tem uma habilidade especial para “unir pessoas”, características consideradas cruciais para liderar a ONU em tempos de desafios.
Essa iniciativa pode ser interpretada como uma estratégia de Trump para tentar melhorar a relação, frequentemente tensa, entre os Estados Unidos e as Nações Unidas, organização que ele tem criticado em diversas ocasiões. Conforme o New York Post, ainda não está claro se Infantino tem interesse na vaga ou se o próprio Trump já abordou o assunto diretamente com ele. Infantino também planeja buscar a reeleição na FIFA em 2027.
Um nome fora do comum para a liderança da ONU
A escolha de Infantino, caso se concretize, representaria um movimento ousado de Trump, que avalia haver espaço para lançar um candidato que não seja um nome já consolidado no circuito diplomático tradicional. Essa possibilidade, no entanto, poderia quebrar a expectativa de que o próximo Secretário-Geral venha da América Latina ou do Caribe, região que tem sido considerada para o posto.
Relação fortalecida durante a Copa do Mundo
A proximidade entre Donald Trump e Gianni Infantino parece ter se intensificado durante a Copa do Mundo. O presidente da FIFA participou de vários eventos ao lado do ex-presidente americano, chegando inclusive a entregar a Trump o primeiro Prêmio da Paz da entidade, criado no ano passado. Essa relação cordial pode ter sido um fator determinante para a sugestão de Trump.
Elogios de representantes americanos
Paolo Zampolli, representante especial dos Estados Unidos para Parcerias Globais, endossou a ideia em declarações ao New York Post, afirmando que Gianni Infantino “faria um grande trabalho” à frente da ONU. A declaração reforça a confiança de parte do círculo de Trump nas qualidades de liderança do dirigente da FIFA.
O futuro do cargo e os nomes em jogo
O mandato do atual Secretário-Geral da ONU, António Guterres, termina no final deste ano, abrindo espaço para novas candidaturas. Entre os nomes cogitados para a sucessão estão a ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, e o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o argentino Rafael Grossi. A entrada de Infantino no páreo, impulsionada por Trump, adiciona um elemento inesperado à disputa.
