Trump ironiza imprensa e sugere “quarto mandato” em jantar com jornalistas, mas Constituição o impede de concorrer novamente
Em um evento marcado por piadas e alfinetadas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em tom de brincadeira que pretende concorrer a um quarto mandato presidencial. A declaração, feita durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca em Washington, surpreendeu os presentes, mas logo ficou claro que a fala se tratava de uma ironia, considerando as limitações constitucionais.
O presidente afirmou que já venceu três disputas eleitorais, fazendo referência às vitórias de 2016 e 2020, e insinuou que uma nova campanha seria fácil. Contudo, a Constituição dos EUA limita o presidente a dois mandatos, impedindo Trump de disputar a eleição de 2028. Apesar disso, o presidente já havia sinalizado anteriormente o desejo de buscar uma nova candidatura.
A fala ocorreu em um contexto onde Trump voltou a questionar a segurança do sistema eleitoral americano, defendendo a necessidade de “melhorar” os processos de votação. As informações são do fonte_conteudo1.
Jantar anual com tom ácido e referências a ataques
O jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, evento tradicional que reúne o presidente, jornalistas e autoridades, foi palco de momentos de humor e críticas de Trump à cobertura da imprensa sobre seu governo. Ele brincou sobre a cobertura negativa, citando um relatório que indicaria “93% de cobertura negativa”, e fez alusão ao atentado a tiros que interrompeu a edição anterior do evento em abril.
Trump comentou que os jornalistas tiveram “sorte” de a cerimônia anterior ter sido interrompida antes de seu discurso, sugerindo que o ataque a tiros foi uma forma de evitar críticas mais duras. Apesar das provocações, o presidente também mencionou que costuma atender ligações de jornalistas para tentar influenciar reportagens, declarando que “quando você fala com a imprensa, tem uma chance de conseguir uma boa reportagem. Quando não fala, quase sempre sai uma matéria ruim”, conforme relatado pelo fonte_conteudo1.
Conflito com o Irã e a busca por acordo nuclear
Em um momento mais sério, Trump abordou o conflito com o Irã, afirmando que a nação persa sofreu perdas significativas após ataques americanos. Ele reiterou que não permitirá o desenvolvimento de armas nucleares pelo país e mencionou que o Irã voltou a manter contato com Washington. No entanto, Trump declarou que ainda não vê condições para um acordo, mas está disposto a ouvir.
O presidente enfatizou a determinação dos EUA em impedir que o Irã obtenha armamento nuclear, expressando preocupação com a possibilidade de destruição de cidades americanas, Israel ou outras partes do Oriente Médio. “Não vamos permitir que isso aconteça”, afirmou, segundo o fonte_conteudo1.
Segurança reforçada e mudança de local após ataque
O evento deste ano ocorreu sob um forte esquema de segurança, devido ao ataque a tiros na edição anterior em abril. Na ocasião, um homem armado tentou invadir o salão onde ocorria o jantar, trocando tiros com agentes do Serviço Secreto. O incidente levou à retirada apressada de Trump e à necessidade de os jornalistas se abrigarem sob as mesas.
As medidas de segurança foram reforçadas, com o isolamento de ruas e um amplo perímetro de segurança. A cerimônia deste ano também foi transferida do Washington Hilton para o Waldorf Astoria, um local considerado menor e que permite um controle mais rigoroso de entrada, conforme detalhado pelo fonte_conteudo1. O atirador, identificado como Cole Allen, declarou-se inocente das acusações, incluindo tentativa de assassinato do presidente.
Relação tensa entre Trump e a imprensa
A relação de Donald Trump com a imprensa sempre foi marcada por tensões. Ele processou diversos veículos de comunicação, classificou reportagens desfavoráveis como “fake news” e ridicularizou jornalistas. Seu governo também implementou medidas como a retirada da Associated Press do grupo de jornalistas com acesso privilegiado à Casa Branca e restrições de acesso ao Pentágono.
Apesar das críticas e ações, Trump tem concedido mais acesso direto aos repórteres do que presidentes anteriores, respondendo perguntas em aparições públicas e conversando regularmente por telefone. Contudo, a Associação de Correspondentes da Casa Branca recebeu uma carta de centenas de jornalistas pedindo que o jantar fosse usado para condenar os ataques de Trump à Primeira Emenda da Constituição, que protege a liberdade de expressão e de imprensa, segundo o fonte_conteudo1.
