Bares com Atrações: O Novo Ponto de Encontro do Brasileiro
O brasileiro não sai mais de casa apenas para tomar uma bebida. A busca por experiências diferenciadas e pela socialização transformou o cenário dos bares no país. Dados recentes indicam uma mudança significativa no comportamento do consumidor, impulsionando estabelecimentos a oferecerem mais do que apenas cardápios de bebidas.
Conforme aponta levantamento da empresa de inteligência de mercado Datahub, com série histórica até dezembro de 2024, a oferta de atrações se tornou um diferencial competitivo crucial. A maioria dos bares no Brasil, cerca de 63,16%, ainda tem o serviço de bebidas como foco principal. No entanto, uma parcela crescente, já alcançando 36,84% do mercado, investe em música ao vivo, jogos, temáticas específicas e outras interações.
Essa tendência reflete um movimento global de busca por personalização e nichos de interesse. No Brasil, onde mais de 190 mil bares estão em atividade, essa adaptação se mostra essencial para a sobrevivência e o crescimento do setor, que já passou por momentos críticos na última década.
A concentração geográfica desses negócios ainda favorece a Região Sudeste, impulsionada por seu poder econômico e densidade populacional. São Paulo lidera com 8.432 estabelecimentos, seguida pelo Rio de Janeiro (5.300) e Belo Horizonte (3.931). A pesquisa captou sinais consistentes de estabilização do setor a partir de 2024, após períodos difíceis.
O Setor de Bares e Seus Desafios Recentes
A evolução do comércio noturno no Brasil enfrentou testes severos na última década. Em 2018, a lenta recuperação econômica levou ao fechamento de 58.595 estabelecimentos. Posteriormente, a pandemia de Covid-19 e as medidas restritivas resultaram em 69.677 baixas, um reflexo direto dos impactos globais.
No entanto, a partir de 2024, observa-se uma gradual redução no ritmo de fechamentos e um processo claro de adaptação das empresas ao novo cenário econômico e de consumo. A informação é de Alan Santana, da Optimiza Marketing.
Cultura e Artes de Rondônia em Destaque Nacional e Internacional
O talento dos criadores audiovisuais de Rondônia continua a brilhar. O curta-metragem “Kika Não Foi Convidada”, escrito e dirigido por Juraci Júnior, conquistou uma Menção Honrosa do Júri na 33ª edição do Festival de Cinema de Vitória, um dos mais tradicionais do Brasil.
O filme integrou a 13ª Mostra Outros Olhares, competindo com 1.697 obras de todo o país, das quais apenas 87 foram selecionadas. Rondônia marcou presença com três produções: além de “Kika Não Foi Convidada”, o curta “Poronga”, de Rafael Rogante, e o videoclipe “Astro Rei”, da cantora Gabriê.
Na esfera internacional, a atriz, diretora e produtora cultural Kaline Leigue foi indicada ao Prêmio Scarlet Muse de Melhor Atriz em Série Dramática no Bloody Peach Awards 2026, em Atlanta (EUA). A indicação é por sua atuação no curta-metragem “Mucura”, destacando a profundidade emocional e a força narrativa de sua interpretação.
A Arte do Cacau em Uma Nova Perspectiva
A Galeria de Arte Rita Queiróz, no SESC, apresenta a mostra coletiva “O Cacau Cor de Rosa”, com curadoria de Margot Paiva. A exposição reúne os artistas Homero Rodrigues, Flávio Dutka e Bruno Souza, explorando o cacau como símbolo cultural e afetivo da Amazônia e de Rondônia.
O fruto é abordado não apenas como matéria-prima, mas como metáfora de resistência, memória e transformação. Ao tingi-lo de “cor de rosa”, a curadoria propõe um olhar poético que transforma o cacau em narrativa visual, evocando afetos, histórias e pertencimento.
Democracia Global em Xeque e o Avanço das Autocracias
Em contraponto ao otimismo da “teoria da modernização”, que associava desenvolvimento econômico à democratização, o Democracy Report 2026 do V-Dem revela um cenário preocupante. Atualmente, o mundo conta com 92 regimes autocráticos contra 87 democracias.
Em termos populacionais, 74% da população mundial vive sob regimes autoritários, o nível mais alto já registrado. Apenas 7% da população mundial reside em democracias liberais. As autocracias, que detêm 46% do PIB global, têm aperfeiçoado técnicas de controle político e vigilância em massa, com a China sendo um exemplo notório de “capitalismo autoritário”.
O grande risco reside no fato de que as autocracias não operam isoladamente, mas formam uma holding integrada para compartilhar técnicas de repressão, transferir recursos e tecnologia de controle social. A dificuldade em construir e manter a democracia em sociedades com baixos níveis educacionais agrava este quadro, limitando a capacidade do povo de fazer escolhas conscientes.
