Porto Velho se destaca no agronegócio e pecuária, impulsionando a economia regional com números expressivos.
A capital de Rondônia, Porto Velho, demonstra uma força impressionante no setor agropecuário, conquistando a liderança estadual em diversas áreas de produção. Dados recentes do IBGE revelam que o município é o maior produtor de banana, mandioca e soja no estado, consolidando sua importância estratégica para o desenvolvimento econômico.
Esses resultados evidenciam o potencial do campo em Porto Velho, que vai além das culturas básicas. O município também figura entre os dez maiores produtores de arroz, feijão, café, milho e cacau em Rondônia. Na pecuária, o rebanho de Porto Velho, estimado em cerca de 1,7 a 1,8 milhão de cabeças, lidera isoladamente no estado e se destaca no cenário nacional.
As informações sobre o desempenho do agronegócio em Porto Velho foram divulgadas na Coluna Teia Digital, por Silvio Persivo. Paralelamente, a mobilização para a recuperação da BR-319 ganha força com a adesão do Sistema Fecomércio, ampliando o apoio a esta importante via de desenvolvimento para a Amazônia.
Força do Campo em Porto Velho: Números que Impressionam
Porto Velho lidera a produção estadual de banana, com expressivas 21.416 toneladas. A produção de mandioca alcança 134.174 toneladas, e a de soja soma 181.812 toneladas, demonstrando a pujança do setor agrícola na capital.
No cenário de grãos e commodities, Porto Velho se posiciona de forma relevante. É o 3º maior produtor de arroz, com 13.260 toneladas, e de feijão, com 223 toneladas. O município também ocupa o 8º lugar na produção de café (10.061 toneladas) e milho (83.932 toneladas). Na produção de cacau, figura na 10ª posição, com 159 toneladas.
Na pecuária, a capital rondoniense se destaca com um rebanho de aproximadamente 1,7 a 1,8 milhão de cabeças, liderando o estado. Quanto à produção de leite, o município possui 105.285 cabeças de bovinos de leite e uma produção diária de 74.582 litros, embora não lidere o ranking estadual, historicamente ocupado por municípios da região central e sul do estado.
Missão Nova BR-319: Unindo Setores para o Desenvolvimento
A iniciativa Missão Nova BR-319 – Estradeiro 2026, promovida pela Faperon, tem ganhado força com a adesão de importantes entidades do setor produtivo, como a CNA, FAEA, FEAC, FAERR, FAEPA, Farsul, Famasul, Sebrae, Fiero, Apron e Aprosoja Rondônia. O Grupo Rovema oferece apoio logístico à missão.
Recentemente, o Sistema Fecomércio/Sesc/Senac/Instituto Fecomércio em Rondônia também se integrou à missão. O grupo percorre a rodovia entre Porto Velho e Manaus, com o objetivo de acompanhar as obras, avaliar as condições da estrada e ressaltar sua importância estratégica para o desenvolvimento econômico regional.
Durante o percurso, a comitiva visita comunidades locais e analisa o potencial econômico da BR-319, bem como os impactos positivos que sua recuperação pode gerar para Rondônia e Amazonas. Representantes do Sistema Fecomércio, como Alyson Rover e Bruno Santos Magalhães, do Singaro, e José Uilton dos Santos Oliveira, do Simper, participam da caravana.
Mercado Financeiro em Alerta: Saída Recorde de Capital Estrangeiro
Em um dia de forte volatilidade, o mercado financeiro brasileiro registrou uma saída recorde de capital estrangeiro em 2026. Na última terça-feira (11), investidores internacionais retiraram R$ 4,72 bilhões da B3 em apenas seis horas de negociação, o maior volume desde abril de 2021.
Essa pressão vendedora levou o Ibovespa a uma queda de 2,5%, recuando para os 167 mil pontos e anulando os ganhos acumulados nas semanas anteriores. O choque de liquidez também afetou Wall Street, com o fundo iShares MSCI Brazil sofrendo uma sangria de US$ 329 milhões.
O estopim para essa debandada foi a publicação de um relatório do banco JPMorgan, que rebaixou a recomendação para o mercado acionário brasileiro de overweight para neutro. A instituição alertou que o Brasil tende a apresentar um desempenho inferior aos seus pares emergentes no segundo semestre de 2026, gerando incertezas para os investidores.
Setor de Serviços Lidera Inadimplência Empresarial no Brasil
O Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian revelou que, em junho de 2026, o número de empresas inadimplentes no Brasil superou a marca de 9,1 milhões de CNPJs, o maior patamar da série histórica. O volume financeiro das dívidas negativadas atingiu R$ 232,9 bilhões.
Em média, cada empresa inadimplente acumulou 7,3 contas em atraso, com uma dívida média de R$ 25.508,96 por CNPJ. A economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, atribui o cenário ao ambiente desafiador para as empresas brasileiras, com condições financeiras restritivas e juros ainda elevados, além de uma desaceleração na atividade econômica.
O setor de Serviços foi o mais afetado, representando 55,7% das empresas negativadas. Na sequência, aparecem o setor de Comércio (32,2%), Indústria (8%) e o setor Primário (0,9%). A análise sugere que o aumento da carga tributária previsto com a Reforma Tributária pode agravar ainda mais a situação dessas empresas.
