Prefeito Léo Moraes é criticado por priorizar irmão e constranger aliados em evento de lançamento de candidatura em Porto Velho
O lançamento da candidatura de Paulo Moraes Júnior a deputado estadual, realizado em Porto Velho, gerou repercussão negativa após o prefeito Léo Moraes focar atenções em seu irmão. O evento, que ocorreu na Villa Privilege, viu antigos e atuais aliados do prefeito serem deixados em segundo plano, culminando em desconforto e críticas sobre as prioridades políticas do gestor municipal.
Apesar da presença de figuras importantes como Euma Tourinho e Fernando Máximo, o foco principal foi direcionado a Paulo Moraes Júnior, que deixou a Secretaria Municipal de Turismo, Esporte e Lazer (Semtel) para concorrer à Assembleia Legislativa. A família Moraes também busca uma vaga no Senado com Sandra Moraes, mãe de Léo e Paulo, como primeira suplente de Fernando Máximo.
A postura de Léo Moraes no evento, ao pedir votos e apresentar suas preferências eleitorais, chamou a atenção pela forma como tratou seus apoiadores. Conforme informações divulgadas pela coluna “Coluna da Hora”, a dinâmica do lançamento da candidatura de Paulo Moraes Júnior evidenciou uma possível mudança nas alianças e prioridades políticas, deixando aliados históricos em uma posição constrangedora.
Desconforto e Ausências Marcantes no Lançamento
Um dos episódios de maior constrangimento envolveu Fernando Máximo. Mesmo com sua mãe integrando a chapa de Paulo Moraes Júnior, o prefeito Léo Moraes também manifestou apoio e pediu votos para Silvia Cristina ao Senado, situação que deixou Máximo visivelmente desconfortável durante o evento. A falta de destaque para Euma Tourinho, ex-secretária da gestão de Léo Moraes e candidata a deputada federal, também foi notada, pois ela não foi citada entre os principais nomes apresentados pelo prefeito.
Outros Aliados Deixados de Lado
A lista de aliados que se sentiram preteridos não para por aí. Jaime Gazola, ex-secretário municipal de Saúde e candidato a deputado federal, que fez parte do grupo político que apoiou Léo na eleição para prefeito, não foi lembrado pelo prefeito nem apareceu no palco. Bruno Scheid, candidato ao Senado e aliado de Marcos Rogério, também disputando o governo, esteve presente no palco, mas não recebeu a devida atenção, segundo relatos.
Críticas à Organização e ao Uso de Servidores
A organização do evento também foi alvo de comentários negativos. Uma lista de presença na entrada levantou suspeitas de que servidores comissionados estariam sendo controlados para garantir a participação. Além disso, o cerimonial interferiu no andamento da noite, com parte do público deixando o local após o discurso de Paulo Moraes Júnior, enquanto outras autoridades ainda aguardavam para falar. Problemas de som também foram relatados pelos presentes, contribuindo para um clima de insatisfação geral.
“Bipolaridade Seletiva e Política” da Família Moraes
A forma como Léo e Paulo Moraes agiram no evento, priorizando quem consideram ter força política e esquecendo aliados verdadeiros, gerou críticas contundentes. A família Moraes foi acusada de sofrer de uma “bipolaridade seletiva e política”. Questionamentos sobre o financiamento das campanhas eleitorais da família e seus aliados também surgiram, com sugestões de uma investigação profunda em diversas instituições públicas municipais para esclarecer o destino de recursos públicos.
Outro ponto abordado foi a reaproximação entre Léo Moraes e Anderson Parente, secretário de Comunicação, após um período de afastamento, evidenciando as complexas dinâmicas políticas em jogo na prefeitura de Porto Velho.
