Líder Religioso Pró-Assad Condenado à Prisão Perpétua na Síria, Familiares de Bashar al-Assad Enfrentam Pena de Morte

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Justiça Síria Impõe Penas Severas a Figuras Ligadas ao Regime de Bashar al-Assad

A justiça da Síria proferiu sentenças significativas contra figuras proeminentes ligadas ao antigo regime de Bashar al-Assad. O ex-grande mufti Ahmed Badreddin Hassoun foi condenado à prisão perpétua, enquanto outros membros da família Assad enfrentam a pena de morte, em um desdobramento marcante após a queda do governo que durou 24 anos.

Hassoun, que serviu como líder religioso por 16 anos e era conhecido por sua proximidade com Bashar al-Assad, foi considerado culpado por incitar a guerra civil e conflitos confessionais. As sentenças, que incluem também penas de três a 20 anos de prisão, foram baseadas em acusações de incitação ao assassinato e participação direta em homicídios, além de estimular o ódio confessional e racial.

Essas decisões judiciais representam um esforço do novo governo sírio, liderado por Ahmed al-Sharaa, para lidar com os crimes cometidos durante a ditadura. A busca por reparação dos danos causados pelo regime de Assad ganha força com esses julgamentos, conforme divulgado em reportagens recentes.

Membros da Família Assad Condenados à Morte

Em um caso separado, Wassim al-Assad, primo do ex-ditador Bashar al-Assad, foi condenado à morte. Ele foi considerado culpado por múltiplos assassinatos, incluindo atos de tortura e brutalidade classificados como crimes contra a humanidade e crimes de guerra. A sentença foi proferida pelo Quarto Tribunal Penal de Damasco.

A condenação de Wassim al-Assad segue uma série de decisões contra familiares do ex-presidente. Bashar al-Assad e seu irmão, Maher al-Assad, também foram condenados à morte, assim como outro primo, Atef Najib. As acusações contra eles incluem crimes contra a humanidade e crimes de guerra, decorrentes dos 14 anos de guerra civil que devastaram o país, deixando cerca de 500 mil mortos.

Bashar al-Assad Foragido na Rússia

Atualmente, apenas Atef Najib e Wassim al-Assad estão presos na Síria. Bashar al-Assad e seu irmão Maher al-Assad fugiram para a Rússia em dezembro de 2024, após uma rápida ofensiva do grupo rebelde HTS na capital, Damasco. O novo governo sírio solicitou a extradição de Assad ao presidente russo, Vladimir Putin, em outubro de 2025, mas o pedido não avançou, dada a aliança histórica entre os governos.

A possibilidade de execução dos primos de Assad ainda é incerta, e a influência da rede ligada ao ex-ditador pode tentar impedir o cumprimento das sentenças. O regime de Assad, enfraquecido a partir de 2022 pela redução do apoio russo devido à guerra na Ucrânia, foi finalmente derrubado por uma ofensiva rebelde.

Acusações Detalhadas Contra Bashar al-Assad

O tribunal de Damasco listou crimes específicos que levaram à condenação de Bashar al-Assad à morte. Entre eles, destacam-se homicídio premeditado e doloso de múltiplas pessoas, incluindo crianças menores de 15 anos, e homicídios acompanhados de tortura e brutalidade. A incitação repetida ao homicídio e a tortura resultando em morte também foram fatores determinantes.

Atef Najib, ex-general do Exército sírio, foi condenado por liderar uma repressão na província de Daraa, que segundo o tribunal, incitou uma guerra civil e conflitos sectários. Ele se tornou um dos funcionários de mais alto escalão da ditadura Assad a ser levado a julgamento, permanecendo em uma jaula durante a leitura da sentença.

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