Violência contra mulher: Mariana Carvalho exige ações concretas e não apenas palavras em Rondônia
O alarmante número de 25 mulheres vítimas de violência em Rondônia no ano passado, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, acende um alerta urgente. A candidata ao Senado, Mariana Carvalho, médica e advogada, enfatiza que a gravidade da situação exige medidas mais robustas do que discursos e frases feitas.
“Nenhuma mulher deveria viver com medo. Nenhuma mulher deveria pedir socorro e encontrar demora, papelada ou porta de delegacia fechada”, declarou Mariana Carvalho, reforçando a necessidade de um atendimento rápido e eficaz.
A violência contra a mulher representa mais da metade dos homicídios femininos no estado, e as taxas de estupro também preocupam. Diante desse cenário, Mariana Carvalho, autora de leis federais importantes, cobra ações efetivas para combater a violência doméstica e proteger as mulheres rondonienses. A informação é da assessoria eleitoral.
Leis Federais e a Luta de Mariana Carvalho Contra a Violência Doméstica
Desde sua chegada à Câmara em 2015, Mariana Carvalho tem sido uma voz ativa na defesa das mulheres. Ela foi autora de três leis federais que visam combater a violência doméstica. A Lei 13.871, de sua autoria, determina que o agressor arque com os custos do atendimento à vítima pelo SUS e segurança pública, aliviando o ônus sobre o erário.
Outra iniciativa importante é a Lei 14.022, que estabeleceu o atendimento à mulher vítima de violência como serviço essencial e ininterrupto. Essa lei garantiu que as delegacias permanecessem abertas e as denúncias fossem recebidas mesmo durante a pandemia, um período crítico onde muitas mulheres estavam isoladas com seus agressores.
Como relatora, Mariana Carvalho também impulsionou a Lei 14.164, que inclui o combate à violência contra a mulher nos currículos escolares e institui uma semana nacional de conscientização. Ela também votou a favor da criação do cadastro nacional de medidas protetivas, que aprimora a comunicação entre órgãos de segurança e justiça.
Projetos para o Senado: Intensificar a Proteção e a Punição
Para o Senado, Mariana Carvalho apresenta projetos que visam endurecer a resposta à violência contra a mulher. Ela defende a tipificação da violência digital e a inclusão de vítimas de violência doméstica entre as prioridades para benefícios emergenciais. Sua atuação na CPI dos Crimes Cibernéticos resultou em operações que levaram pedófilos à prisão, demonstrando seu compromisso com a segurança.
“Violência contra mulher não se enfrenta com frase bonita. Se enfrenta com lei, recurso, cobrança, medida protetiva funcionando, polícia preparada e coragem. Eu não vou me calar diante disso”, declarou enfaticamente Mariana Carvalho, reforçando seu compromisso com a causa.
Da Teoria à Prática: Recursos para a Rede de Proteção em Rondônia
A aplicabilidade das leis é fundamental, e Mariana Carvalho tem direcionado emendas para fortalecer a rede de proteção em Rondônia. Ela indicou recursos para a Patrulha Maria da Penha em Porto Velho, garantindo que a polícia chegue até as vítimas com medidas protetivas. Além disso, destinou verbas para centros de saúde da mulher no interior, casas de acolhimento e centros de referência especializados (Creas).
A candidata ressalta que a situação no interior do estado é ainda mais delicada, onde mulheres vítimas de violência muitas vezes não têm para onde ir. A luta de Mariana Carvalho é por uma rede de proteção que funcione na prática, oferecendo segurança e dignidade a todas as mulheres rondonienses.
Estatísticas Alarmantes em Rondônia: Um Chamado à Ação
Os dados apresentados pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública são um retrato preocupante da realidade em Rondônia. Em 2025, a violência contra a mulher foi responsável por 54,3% de todos os homicídios de mulheres no estado. As tentativas de feminicídio também registraram um aumento, passando de 59 para 65.
Adicionalmente, Rondônia apresentou a terceira maior taxa de estupro contra mulheres do Brasil, com 1.443 vítimas registradas no mesmo ano. Esses números reforçam a urgência de ações efetivas e a necessidade de que a violência contra a mulher seja enfrentada com seriedade e recursos adequados, e não apenas com palavras.
