EUA e Equador destroem embarcação de apoio ao tráfico em operação histórica no Pacífico
Em uma ação coordenada e inédita, o Exército dos Estados Unidos, em parceria com o Equador, interceptou e afundou uma embarcação suspeita de apoiar o tráfico internacional de drogas. A operação ocorreu em águas internacionais do Pacífico Oriental e representa um marco na colaboração entre as duas nações no combate ao crime organizado.
A embarcação destruída funcionava como uma estação de reabastecimento flutuante, essencial para abastecer outras embarcações utilizadas nas rotas do narcotráfico. A inteligência indicava que a estrutura operava em apoio direto à organização criminosa Los Choneros, uma das principais facções ligadas ao tráfico no Equador e classificada pelos EUA como organização narcoterrorista.
Esta operação conjunta, a primeira do tipo entre os Estados Unidos e o Equador, demonstra a crescente cooperação e a determinação em atingir a logística das redes criminosas. Conforme informações divulgadas pelo Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM), a embarcação já era alvo de sanções anteriores do Departamento do Tesouro americano.
Operação conjunta: um golpe na logística do narcotráfico
A ação foi conduzida pela Força-Tarefa Conjunta Hemisfério Ocidental (JTF-WHEM), com apoio de militares embarcados no navio anfíbio USS San Antonio. Segundo o SOUTHCOM, os militares abordaram a embarcação, realizaram uma revista e, posteriormente, a afundaram após garantir a segurança dos ocupantes, que foram levados ao porto de Manta, no Equador. Um vídeo divulgado pelo comando militar mostra o momento da explosão e afundamento da embarcação.
Ocupantes negam envolvimento, enquanto EUA celebram o sucesso da operação
Apesar da ação, o grupo de equatorianos levado ao porto de Manta negou qualquer ligação com atividades de tráfico de drogas, segundo autoridades locais. Os Estados Unidos não detalharam se houve apreensão de entorpecentes durante a operação ou se os ocupantes enfrentarão investigações no Equador. No entanto, o comandante do SOUTHCOM, Francis L. Donovan, destacou que a operação interrompeu um elo crucial na cadeia logística do narcotráfico.
Coalizão Americana Contra Cartéis atinge redes criminosas
Donovan afirmou que a destruição da embarcação é parte das ações da Coalizão Americana Contra Cartéis (A3C) e representa um “golpe direto” contra as redes que transportam drogas para os Estados Unidos. “A operação de hoje demonstra o poder da Coalizão Americana Contra Cartéis para desmantelar as táticas e capacidades sofisticadas utilizadas por organizações narcoterroristas”, declarou Donovan em comunicado.
Ampliação da cooperação militar na região
Esta operação ocorre poucas semanas após os EUA anunciarem o início de missões militares conjuntas com o Equador para combater o narcotráfico na região norte do país, próxima à fronteira com a Colômbia. As ações fazem parte do Escudo das Américas, uma coalizão antidrogas que envolve cerca de 20 países da América Latina e Caribe.
O governo equatoriano, sob a liderança do presidente Daniel Noboa, tem intensificado a cooperação com Washington para enfrentar o avanço da violência ligada ao narcotráfico. A estratégia visa reforçar o combate às organizações criminosas que utilizam os portos do Pacífico para o envio de drogas. Recentemente, o Equador autorizou a permanência de militares americanos em seu território por até 180 dias e concedeu imunidade migratória às tropas, além de reforçar o patrulhamento marítimo e costeiro com navios de guerra e helicópteros.
