Mulher de RO Condenada no 8 de Janeiro: Sônia Amorim Desaparece Após STF Mandar Prender e Tornozeleira Parar de Emitir Sinal

RONDONIA

Mulher condenada no 8 de Janeiro foge após STF ordenar prisão e tornozeleira eletrônica parar de funcionar em Rondônia.

Sônia Amorim Jesus, moradora de Jaru, em Rondônia, condenada por participação nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, encontra-se foragida. A evasão ocorreu um dia após o Supremo Tribunal Federal (STF) expedir o mandado de prisão contra ela, que já estava em regime semiaberto e monitorada por tornozeleira eletrônica. O certificado de foragida foi emitido no último sábado, dia 5 de setembro.

A condenação de Sônia Amorim Jesus foi de 14 anos de prisão. Ela recorria da decisão enquanto utilizava o dispositivo eletrônico para monitoramento. No entanto, em 13 de agosto, o processo transitou em julgado, o que significa que não havia mais possibilidade de recursos. O mandado de prisão, solicitado pelo STF, foi expedido em 27 de agosto.

Conforme informações divulgadas pelo g1, no dia seguinte à expedição do mandado, 28 de agosto, a tornozeleira eletrônica de Sônia Amorim Jesus parou de transmitir dados. O motivo alegado foi a descarregamento da bateria. Logo após, o sistema registrou um alerta indicando uma possível ruptura do aparelho, levantando suspeitas sobre a fuga da condenada.

Tentativas de Contato Frustradas e Busca Sem Sucesso

Um relatório da Secretaria de Estado da Justiça de Rondônia (Sejus) detalha que Sônia Amorim Jesus não respondeu às tentativas de contato por telefone. O número fornecido à Casa de Prisão, Albergue e Semi-Aberto de Jaru, unidade responsável pelo monitoramento, permaneceu sem resposta. Uma busca foi realizada em seu endereço, mas a foragida não foi localizada.

O documento da Sejus também aponta que não havia “elementos que indicassem sua permanência no local”, reforçando a hipótese de fuga. Diante da impossibilidade de contato e localização, a unidade emitiu formalmente a declaração de Sônia Amorim Jesus como foragida, oito dias após a perda do sinal da tornozeleira.

Defesa Alega Dificuldade de Comunicação e Busca Revisão Criminal

A defesa de Sônia Amorim Jesus informou ao g1 que está sem comunicação com a ré desde que ela foi notificada sobre o trânsito em julgado do processo. Os advogados afirmam que ainda não há informações suficientes para confirmar que a condenada rompeu intencionalmente a tornozeleira eletrônica. Eles pretendem ingressar com uma revisão criminal após o esgotamento das possibilidades de recurso na esfera original.

Os advogados sustentam que Sônia Amorim Jesus é ré primária, enfrenta dificuldades financeiras, trabalha como diarista e é a única responsável pela criação de sua filha. Eles buscam demonstrar a necessidade de medidas alternativas à prisão, considerando seu contexto social e familiar. A Polícia Federal (PF) e o Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO) também acompanham o caso, mas não haviam se pronunciado até a última atualização da reportagem.

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