Controvérsia marca 25 anos após o 11/9 em Nova York com rejeição ao prefeito muçulmano Zohran Mamdani.
Nova York, cidade que sofreu um de seus maiores traumas com os atentados de 11 de setembro de 2001, vive um momento de tensão política e social. O atual prefeito, o socialista democrata Zohran Mamdani, enfrenta forte oposição para participar das cerimônias em homenagem às cerca de três mil vítimas.
O que tradicionalmente era um evento de união e luto, este ano se transformou em palco de discórdia partidária, centrada na figura do jovem prefeito. A polarização que domina os Estados Unidos se manifesta de forma contundente nas homenagens ao 11/9.
A rejeição a Mamdani, conforme divulgado em reportagem, se baseia em alegações de que ele é “insuficientemente crítico das ideologias extremistas”. A controvérsia ganhou força com uma petição que reuniu mais de 110 mil assinaturas, incluindo de familiares das vítimas do 11/9, pedindo sua ausência no Marco Zero. Conforme a reportagem, essas informações foram divulgadas em matéria jornalística.
Oposição Política e Acusações de Islamofobia
Figuras proeminentes do cenário político republicano, como o ex-prefeito Rudy Giuliani e o ex-governador George Pataki, que estavam no poder durante os ataques, manifestaram publicamente sua oposição à presença de Mamdani. Giuliani, que se tornou um símbolo da cidade após o 11/9, chegou a divulgar teorias conspiratórias de cunho **islamofóbico**, alegando sentir-se ofendido com a possibilidade de Mamdani participar da cerimônia.
Giuliani, segundo a reportagem, sugeriu que o prefeito não considera os ataques de 11 de Setembro como atos terroristas. Essa alegação contribui para o clima de desconfiança e oposição que cerca o prefeito. A **islamofobia** se manifesta nas críticas direcionadas a Mamdani, associando-o a ideologias extremistas de forma generalizada.
Bruce Blakeman, republicano que aspira ao governo de Nova York, foi além e solicitou aos participantes da cerimônia que dessem as costas a Mamdani durante a leitura dos nomes das vítimas. Ele justificou o pedido afirmando que o prefeito “ainda não disse nada em oposição à expressão ‘globalizar a Intifada'”, conforme divulgado na matéria.
Ligações Controversas e a Entrega da Caneta
Outro ponto de discórdia levantado contra Mamdani são suas supostas ligações com o comentarista Hasan Piker, que teria afirmado, posteriormente se desculpando, que “os EUA mereceram o 11 de Setembro”. Embora o prefeito tenha condenado a declaração, a associação gerou forte repercussão negativa.
Um gesto recente do prefeito Mamdani também gerou indignação entre familiares das vítimas. Ele entregou a caneta com a qual assinou ordens executivas sobre as comemorações do 25º aniversário do atentado ao seu principal conselheiro, Ramzi Kassem. O detalhe é que Kassem, como advogado, defendeu um integrante da al-Qaeda, que era cunhado de um dos sequestradores do 11 de Setembro.
Giovanni Galante, um dos autores da petição e que perdeu a esposa Grace no atentado, expressou o sentimento de muitos: “Sentimos que a presença de Mamdani seria uma falta de respeito com os membros da nossa família, devido às pessoas que ele apoia”, conforme relatado na reportagem.
A Resistência do Prefeito e o Foco nas Vítimas
A animosidade em torno de Mamdani, que mistura contornos políticos e **islamofóbicos**, tem sido respondida com firmeza pelo prefeito. Ele refuta as tentativas de associá-lo, como prefeito muçulmano, a um representante dos terroristas do 11 de Setembro e confirmou sua presença no evento.
Em declaração citada na reportagem, Mamdani afirmou: “Tenho orgulho de ser o prefeito desta cidade, amo esta cidade, amo este país e o que eu quero que seja o foco desta semana são as famílias cujos entes queridos foram tirados delas há 25 anos no horrível ato de terror de 11 de Setembro.” Sua postura busca **reafirmar seu compromisso com a cidade e as vítimas**, apesar das intensas críticas e da polarização política.
