Eleições na Suécia: Centro-esquerda lidera por margem apertada, enquanto extrema direita vê força diminuir em projeções

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Oposição sueca de centro-esquerda se aproxima da vitória em eleições acirradas, com projeções indicando revés para a extrema direita

A Suécia está em contagem de votos após eleições gerais neste domingo, 13 de setembro. Projeções iniciais sugerem uma vitória apertada para a oposição de centro-esquerda, liderada pela ex-primeira-ministra Magdalena Andersson e seu Partido Social-Democrata.

Os levantamentos de boca de urna, divulgados por emissoras como SVT e TV4, apontam para um resultado favorável ao bloco de quatro partidos de esquerda, que alcançaria cerca de 51,3% dos votos, contra aproximadamente 46,8% do bloco de direita.

Um dos pontos de maior atenção é o desempenho dos Democratas da Suécia (SD), partido de extrema direita. Segundo as projeções, a legenda pode registrar sua primeira queda desde que ingressou no Parlamento em 2010, perdendo a posição de segunda maior força política do país. As informações são baseadas em pesquisas de boca de urna divulgadas pelas emissoras públicas suecas.

O retorno de “Magda” e a disputa acirrada

Por meses, as pesquisas indicaram uma vantagem confortável para a centro-esquerda, mas nos dias finais de campanha, a diferença diminuiu significativamente, culminando em um empate técnico. Magdalena Andersson, conhecida como “Magda”, busca retornar ao cargo de primeira-ministra após ter deixado o posto em 2022.

Do outro lado, o atual primeiro-ministro, Ulf Kristersson, da direita, almeja um novo mandato. Kristersson tem defendido a ideia de “tornar a Suécia grande novamente”, um slogan que remete à campanha do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Os social-democratas, que historicamente governaram a Suécia por grande parte do século XX e permanecem como a principal força política, prometem fortalecer o Estado de bem-estar social e auxiliar as famílias a lidar com o crescente custo de vida no país.

Extrema direita em cenário de possível recuo

O líder dos Democratas da Suécia, Jimmie Åkesson, transformou o partido, com origens neonazistas, em uma força política relevante nas últimas duas décadas. Em seu último comício de campanha, Åkesson declarou considerar a disputa “já vencida”, afirmando que “a Suécia está se tornando mais segura, melhor e mais sueca”.

No entanto, as projeções atuais indicam um cenário de possível recuo para o SD. Uma deputada do partido, Julia Kronlid, expressou certa decepção com os resultados preliminares, mas ressaltou que “ainda não terminou” e que os resultados podem mudar, lembrando de flutuações em eleições passadas.

A ativista climática Greta Thunberg manifestou publicamente seu apoio à oposição, pedindo aos eleitores que impedissem a formação de uma aliança entre a direita e a extrema direita, com a mensagem “Nenhum fascista em nosso governo, justiça climática já!”.

Participação eleitoral e o futuro da Suécia

Cerca de 8 milhões de suecos estavam aptos a votar, em um país com uma população de 10,6 milhões de habitantes. A participação eleitoral na Suécia tradicionalmente ultrapassa os 80%, demonstrando o alto engajamento da população no processo democrático.

Os resultados finais das eleições definirão os rumos políticos da Suécia, com foco em questões como o Estado de bem-estar social, a economia e a imigração, temas centrais na campanha eleitoral.

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