Confusão em UPA de Porto Velho termina com intervenção da PM após briga entre paciente e técnica de enfermagem
Uma grave confusão irrompeu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Sul, em Porto Velho, na última semana, culminando na intervenção da Polícia Militar. O incidente envolveu uma paciente de 39 anos, seu marido de 43 anos, uma técnica de enfermagem e a equipe de segurança da unidade.
O desentendimento, segundo o relato da técnica de enfermagem, teria se iniciado durante o processo de atendimento e chamado dos pacientes. A profissional alega que a paciente se aproximou de forma agressiva, desferindo socos e causando ferimentos em seu corpo.
A versão apresentada pelas partes diverge sobre o início e a dinâmica dos fatos. O casal alega que a paciente passava por uma crise e a profissional teria agido de forma provocativa. A situação escalou rapidamente, exigindo a intervenção da polícia. Conforme informações divulgadas, o caso será analisado pelas autoridades competentes.
Versões Conflitantes sobre o Início da Briga
A técnica de enfermagem relatou que a paciente a agrediu fisicamente, com socos, durante o atendimento. A profissional afirmou que os vigilantes da UPA intervieram para separar as envolvidas, presenciando o confronto. A equipe de segurança corroborou essa versão, adicionando que o marido da paciente também se envolveu na confusão.
Em meio ao tumulto, um fato alarmante ocorreu: uma arma que estava no coldre de um dos vigilantes caiu no chão. O armamento foi rapidamente recolhido, segundo os relatos. A Polícia Militar foi acionada pelo CIOP, e uma equipe do 9º BPM se deslocou até a UPA.
Paciente e Marido Apresentam Outro Lado da História
O casal, contudo, apresentou uma versão distinta aos policiais. O marido declarou que sua esposa estava em crise e com dificuldades para se comunicar com a técnica. Ele alegou que a profissional teria dito repetidamente “você não fala”, o que teria desencadeado o confronto físico. Ele negou veementemente ter tentado pegar ou subtrair as armas dos vigilantes.
A paciente confirmou que estava em crise no momento e admitiu a discussão e a subsequente luta corporal com a técnica de enfermagem. Ela também afirmou que os vigilantes intervieram para separá-las. A mulher negou qualquer tentativa do marido em relação às armas e mencionou possuir vídeos do ocorrido que poderiam auxiliar na apuração dos fatos.
Intervenção Policial e Compromisso de Comparecimento
Uma testemunha presente na UPA relatou ter visto a técnica de enfermagem sendo agredida e confirmou a atuação dos vigilantes na contenção da briga. Ao chegarem à unidade, os policiais militares encontraram os vigilantes ainda tentando controlar o homem, que foi algemado para garantir a segurança e a ordem.
Após os procedimentos iniciais no local, todos os envolvidos assinaram um termo de compromisso para comparecerem ao Juizado Especial Criminal, sendo então liberados. Devido às versões conflitantes sobre o início da briga e a participação de cada um, o caso será minuciosamente analisado pelas autoridades competentes. Imagens e outros depoimentos podem ser cruciais para esclarecer a sequência exata dos eventos dentro da unidade de saúde.
