Putin nega preparativos para guerra contra Europa, mas Ucrânia alerta sobre expansão russa e uso de estrangeiros

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Putin diz que Rússia não se prepara para hostilidades contra Europa e acusa Kiev de ataques civis

O presidente russo, Vladimir Putin, declarou nesta sexta-feira (25) que a Rússia não está se preparando para qualquer tipo de hostilidade contra a Europa. A declaração surge como uma resposta às alegações feitas pela Ucrânia, que acusa o líder russo de pretender expandir o conflito para outros países europeus, incluindo territórios da OTAN.

A afirmação de Putin contrasta com o discurso do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na Assembleia Geral da ONU, onde ele alertou sobre as possíveis intenções russas de ampliar a guerra. Zelensky mencionou que governos europeus receberam informações de inteligência sobre essas possíveis ambições de Moscou.

Segundo Vladimir Putin, a Rússia estaria aberta a retomar as negociações de paz com a Ucrânia após as eleições legislativas ucranianas, mas os planos foram abortados devido a novos ataques por parte de Kiev. O presidente russo afirmou que Kiev iniciou ataques à infraestrutura civil e que, agora, deve enfrentar as consequências, mas que as propostas para uma solução pacífica ainda estão sobre a mesa, embora a Rússia precise avaliar o que é do seu melhor interesse.

Ucrânia alerta sobre expansão russa e uso de cidadãos estrangeiros na guerra

Volodymyr Zelensky reiterou as preocupações sobre a possível expansão do conflito, afirmando que líderes europeus possuem informações de inteligência sobre as intenções russas. Ele destacou que há semanas os europeus alertam que a Rússia pode ir mais longe na Europa, atingindo inclusive territórios da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

Além disso, Zelensky trouxe à tona uma grave acusação sobre o envolvimento de cidadãos de outros países no conflito ao lado das forças russas. Segundo o presidente ucraniano, há pessoas de 47 países envolvidas na guerra. Ele listou algumas das nações cujos cidadãos estariam participando do conflito, incluindo Gana, Nepal, Tajiquistão, Índia, Iêmen, Quênia, Zimbábue, Cuba, Belarus, Sudão e África do Sul.

Estrangeiros recrutados por engano para o front de batalha

O líder ucraniano também apontou que alguns desses estrangeiros chegam à Rússia por meio de “enganos e artimanhas”, sendo posteriormente enviados para o campo de batalha. Zelensky fez um apelo direto aos representantes desses 47 países, pedindo que cuidem de seus cidadãos e não permitam que sejam arrastados para a guerra.

Putin saúda negociações entre EUA e China em meio a tensões

Em outro ponto de sua declaração, Vladimir Putin expressou que saúda as negociações em andamento entre os Estados Unidos e a China. Essa declaração ocorre em um contexto de elevadas tensões geopolíticas, com a guerra na Ucrânia como um dos principais focos de preocupação global. A Rússia continua a insistir na sua posição de que não busca um confronto direto com a Europa, mas mantém uma postura firme em relação aos seus interesses nacionais.

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