Dois ex-agentes do FBI, Nikki Floris e Bradley Benavides, foram formalmente acusados de mentir ao Congresso dos Estados Unidos. As acusações giram em torno de suas declarações sobre o envolvimento do FBI nas investigações relacionadas ao laptop de Hunter Biden, filho do presidente Joe Biden, um caso que ganhou destaque na campanha eleitoral de 2020.
O Departamento de Justiça dos EUA apresentou as acusações em um momento politicamente sensível, a poucos dias das eleições de meio de mandato em novembro, intensificando a percepção de uma forte carga política nas ações da pasta. Este é um dos raros casos criminais movidos pelo Departamento de Justiça contra ex-funcionários da agência, refletindo a complexidade e a polarização do cenário político americano atual.
Floris e Benavides lideraram uma força-tarefa do FBI focada em combater a interferência estrangeira em eleições, uma unidade que posteriormente foi extinta. A defesa dos ex-agentes alega que seus clientes são patriotas e que as acusações são falsas e politicamente motivadas, surgindo anos após os fatos alegados.
Conforme a acusação divulgada, os dois ex-funcionários teriam minimizado seu conhecimento sobre o laptop de Hunter Biden e o nível de envolvimento do FBI nas investigações durante depoimentos prestados ao Congresso em 2023. A investigação sobre o laptop, que veio à tona em outubro de 2020, adicionou um elemento controverso à disputa presidencial entre Donald Trump e Joe Biden.
Acusações Detalhadas e Contestações da Defesa
A acusação alega que Bradley Benavides mentiu ao afirmar que tomou conhecimento da posse do laptop pelo FBI através da Wikipédia. Já Nikki Floris teria falsamente negado saber que Hunter Biden era um tema de discussão dentro da Força-Tarefa de Influência Estrangeira (FITF). O diretor do FBI, Christopher Wray, destacou a gravidade das declarações falsas ao Congresso, afirmando que
