Irã: Mulher e mais 3 são condenados à morte por protestos contra o governo; Acusações ligam condenados aos EUA

BRASIL

Mais quatro pessoas, incluindo uma mulher, foram condenadas à morte no Irã em meio à repressão violenta aos protestos contra o governo que abalaram o país no início do ano. As acusações ligam os condenados a atividades em nome dos Estados Unidos, um desdobramento que organizações de direitos humanos alertam ser parte de uma estratégia para disseminar o medo e silenciar a oposição.

A notícia das novas sentenças de morte foi divulgada nesta terça-feira (14) por diversas organizações internacionais de direitos humanos, que monitoram de perto a situação no Irã. Este caso se destaca pela inclusão de uma mulher entre os condenados, o que, segundo relatos, seria um fato inédito em relação a esses protestos específicos.

As manifestações, que começaram com pautas ligadas ao alto custo de vida, rapidamente evoluíram para um movimento nacional contra o regime, culminando em confrontos intensos nos dias 8 e 9 de janeiro. A resposta das autoridades iranianas tem sido marcada por uma repressão severa, com milhares de mortos e dezenas de milhares de detidos, conforme ativistas denunciam.

Grupos de direitos humanos acusam a República Islâmica de utilizar a pena de morte como uma arma de repressão, visando instilar o pânico na sociedade. Há um receio crescente de que o número de execuções possa disparar, especialmente considerando o contexto de tensões regionais e conflitos internacionais. Conforme informação divulgada por organizações de direitos humanos, o Irã já executou sete pessoas ligadas aos protestos.

Sentenças de morte e o uso político da pena capital

As quatro pessoas recém-condenadas foram declaradas culpadas de atuar em nome dos Estados Unidos. A inclusão de uma mulher nesta lista é apontada como um fato sem precedentes no contexto dos protestos recentes, levantando preocupações adicionais sobre a natureza da repressão.

Relatório alarmante aponta aumento de execuções no Irã

Um relatório anual conjunto da Iran Human Rights (IHR) e da Together Against the Death Penalty (ECPM) revelou dados preocupantes. Segundo o documento, pelo menos 1.639 pessoas foram executadas no Irã em 2025, um número alarmante que inclui 48 mulheres. Esses números refletem uma tendência de aumento na aplicação da pena capital.

Centenas de pessoas sob risco de pena capital

Além das sete execuções já realizadas em conexão com os protestos, a IHR adverte que sentenças de morte foram proferidas contra pelo menos outras 26 pessoas envolvidas nas manifestações. Diversas centenas de indivíduos adicionais enfrentam acusações que podem resultar na pena máxima, evidenciando a extensão da campanha de repressão em curso no país.

Aumento da violência e medo generalizado

A estratégia de usar a pena de morte para espalhar o medo é uma tática recorrente do regime iraniano, segundo especialistas em direitos humanos. A guerra em andamento e as tensões com Israel e os Estados Unidos podem intensificar ainda mais essa política repressiva, colocando um número crescente de cidadãos em risco iminente de execução. O cenário é de **extrema apreensão** para a comunidade internacional.

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