Líbano busca paz com Israel, mas não será intimidado, afirma premiê Nawaf Salam em Paris

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Líbano reitera busca por diálogo com Israel, mas se recusa a ser intimidado

O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, declarou nesta terça-feira (21) que o país não busca um confronto com o Hezbollah, mas que também não se deixará intimidar em sua busca por negociações diretas com Israel. A declaração surge em um momento de tensões crescentes na região, com o Líbano buscando ativamente caminhos diplomáticos para a paz.

Em Paris, Salam se reuniu com o presidente francês, Emmanuel Macron, para discutir estratégias que fortaleçam a posição libanesa em futuras negociações. A França tem sido uma forte aliada do Líbano, buscando fomentar a estabilidade e a soberania do país em meio a conflitos regionais.

Os Estados Unidos também se preparam para sediar conversas entre embaixadores do Líbano e de Israel. O objetivo exato desse diálogo, marcado para quinta-feira (23), ainda não está claro, podendo visar a extensão de um cessar-fogo de dez dias ou a abertura para negociações mais amplas. Conforme informação divulgada pelo primeiro-ministro libanês, “estamos continuando nesse caminho, convencidos de que a diplomacia não é um sinal de fraqueza, mas um ato responsável para não deixar nenhuma avenida inexplorada para restaurar a soberania do meu país e proteger seu povo”.

Tensão na fronteira e o papel do Hezbollah

A fronteira entre Líbano e Israel tem sido palco de confrontos. As tropas israelenses ocupam parte do território libanês com o objetivo declarado de proteger o norte de Israel de ataques. Em contrapartida, o Hezbollah afirma manter o “direito de resistir” à ocupação israelense, o que contribui para a instabilidade na área.

Compromisso de desarmamento e desafios internos

O Líbano havia manifestado a intenção de desarmar o Hezbollah em 2025. No entanto, o exército libanês tem demonstrado cautela, receoso de provocar tensões internas. Essa postura gerou críticas dos Estados Unidos e de Israel, que pressionam por ações mais rápidas por parte do governo libanês para lidar com a milícia.

Crise humanitária exige apoio internacional

Nawaf Salam também destacou a grave crise humanitária enfrentada pelo Líbano. O conflito deslocou cerca de **1,2 milhão de pessoas** do sul, leste e subúrbios do sul de Beirute. Para lidar com essa situação emergencial nos próximos seis meses, o Líbano necessita de aproximadamente **500 milhões de euros** (cerca de **US$ 587 milhões**), evidenciando a urgência de apoio internacional para a recuperação e o bem-estar de sua população afetada.

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