Irã entrega exigências ao Paquistão para fim da guerra, EUA esperam avanços com diplomacia intensa em Islamabad

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Irã apresenta exigências ao Paquistão enquanto EUA buscam diálogo para apaziguar conflitos regionais

O cenário diplomático se intensifica em Islamabad, capital do Paquistão, neste fim de semana, com a presença de delegações do Irã e dos Estados Unidos. O objetivo é buscar caminhos para o fim de conflitos e a retomada de negociações cruciais para a estabilidade global.

Fontes do governo paquistanês revelaram à agência de notícias Reuters que o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, entregou documentos contendo as exigências de Teerã, além de ressalvas às propostas americanas. A expectativa é que o Paquistão atue como mediador neste delicado processo.

Apesar da presença de ambos os lados, o porta-voz da chancelaria iraniana descartou planos de uma reunião direta com os americanos. As posições iranianas serão repassadas ao governo paquistanês, que centraliza as comunicações entre as nações envolvidas. As informações foram divulgadas pela Reuters.

Diplomacia em ação em Islamabad

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, chegou a Islamabad na sexta-feira (24), e os representantes dos EUA, incluindo os enviados especiais Steve Witkoff e Jared Kushner, iniciaram suas viagens no sábado (25). A Casa Branca confirmou a participação americana em conversas com Araghchi, demonstrando o empenho em buscar avanços. A secretária de imprensa dos EUA, Karoline Leavitt, expressou otimismo, afirmando que autoridades americanas viram progresso recente do Irã e esperam mais avanços.

Trump indica possível acordo, mas mantém pressão militar

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou à Reuters que o Irã pretende apresentar uma proposta para atender às exigências americanas, embora não conhecesse os detalhes. Essa declaração surge em um contexto de forte pressão militar, com a presença de três porta-aviões americanos operando perto da região. Trump ressaltou ter “todo o tempo do mundo” para negociar a paz, mantendo a estratégia de diálogo combinada com demonstração de força.

Estreito de Ormuz sob tensão e impacto no mercado de petróleo

O tráfego marítimo permanece paralisado no Estreito de Ormuz, rota vital por onde transitava cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito (GNL) mundial. A região está sob um duplo bloqueio, do Irã e dos Estados Unidos, o que tem gerado preocupação global. O presidente do Conselho Europeu, Antónia Costa, destacou a importância vital da reabertura de Ormuz para o mundo. Paralelamente, o mercado de petróleo fechou em alta, impulsionado pelo otimismo em relação à retomada das conversas de paz.

Cessar-fogo em Israel e Líbano sob pressão

Enquanto as negociações entre Irã e EUA avançam, o cessar-fogo no Líbano enfrenta desafios. Trump anunciou uma prorrogação de três semanas na trégua após conversas entre representantes israelenses e libaneses em Washington. Contudo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou o Hezbollah de tentar sabotar o processo de paz. O Hezbollah, por sua vez, criticou a prorrogação e os “atos de hostilidade” de Israel, pedindo a retirada do governo libanês das negociações diretas.

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