Criança morre em RO após contrair ameba ‘comedora de cérebro’; entenda o que é a rara infecção e como se proteger

RONDONIA

Alerta em Rondônia: Menino de 9 anos morre após infecção pela rara ameba ‘comedora de cérebro’

Um caso trágico em Rondônia chocou a população após a confirmação da morte de uma criança de nove anos, moradora de Machadinho D’Oeste, devido a uma infecção pela ameba conhecida como ‘comedora de cérebro’. A vítima estava internada no Hospital Regional de Cacoal (Heuro).

O diagnóstico da doença, causada pela microscópica Naegleria fowleri, foi confirmado em 10 de abril, sete dias após o falecimento da criança. A investigação epidemiológica, conduzida pela Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia (Agevisa), apontou que a contaminação ocorre quando água contaminada entra pelo nariz.

A ameba atinge o cérebro através do nervo olfativo, provocando uma infecção rara e grave. A Agevisa recomenda cuidados específicos, especialmente durante o contato com águas doces e mornas. Conforme informação divulgada pela Agevisa, a doença não é transmitida pela ingestão de água nem pelo contato entre pessoas.

O que é a Meningoencefalite Amebiana Primária (MAP)?

A infecção pela ameba Naegleria fowleri leva a uma condição conhecida como Meningoencefalite Amebiana Primária (MAP). Segundo a Agevisa, após penetrar no nariz, a ameba se desloca pelo nervo olfativo até o cérebro, onde causa uma **inflamação severa e destrói tecidos cerebrais**. A doença evolui rapidamente.

Como ocorre a contaminação pela ameba ‘comedora de cérebro’?

A Naegleria fowleri é uma ameba de vida livre encontrada em **águas doces e mornas**, como rios, lagos e açudes. A contaminação acontece **exclusivamente quando a água contaminada entra pelas narinas** durante atividades como mergulho ou brincadeiras. A ameba utiliza o nervo olfativo como porta de entrada para o sistema nervoso central.

Sintomas e riscos da infecção rara

Os primeiros sintomas da infecção pela ameba ‘comedora de cérebro’ incluem **dor de cabeça intensa, febre, náuseas e vômitos**. A Agevisa alerta que a doença pode piorar rapidamente, sendo crucial procurar atendimento médico **imediatamente** em caso de suspeita. Apesar da gravidade, o risco de contrair a infecção é considerado **muito raro**.

Recomendações de prevenção para evitar a ameba rara

Para prevenir a infecção pela Naegleria fowleri, a Agevisa recomenda **evitar que água suja entre pelo nariz**, principalmente ao frequentar rios, lagos e açudes. É importante também utilizar **água tratada ou fervida** para a higiene nasal e ter cuidado com a água utilizada em casa, especialmente em objetos que possam ter contato com as vias respiratórias.

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