Repórter agredido ao vivo em RO: ‘Quebrou a viseira do capacete, mas não quebrou minha cabeça’, diz jornalista após ataque em Porto Velho

RONDONIA

Repórter agredido ao vivo em RO: ‘Quebrou a viseira do capacete, mas não quebrou minha cabeça’, diz jornalista após ataque em Porto Velho

O repórter Richard Nunes, que cobria um acidente de trânsito com vítima fatal em Porto Velho, Rondônia, relatou ter sido agredido enquanto estava ao vivo na transmissão. A violência ocorreu no cruzamento das ruas Ibotirama e Lumière, no bairro Marcos Freire, zona Leste da capital.

Segundo o jornalista, a agressão ocorreu quando ele foi cercado por familiares da vítima do acidente e pelo motorista do carro envolvido. Durante a cobertura ao vivo, Nunes foi xingado e, em seguida, atacado com golpes, incluindo um que danificou a viseira de seu capacete. Ele reforça que, apesar da violência, o equipamento de segurança foi fundamental para evitar ferimentos mais graves.

O caso, que chocou pela violência contra um profissional de imprensa em exercício, está sendo apurado pela Polícia Civil como lesão corporal dolosa. A investigação busca identificar os responsáveis pela agressão e garantir que atos como este não se tornem precedentes para a imprensa em seu trabalho.

Agressão durante cobertura ao vivo

Richard Nunes narrou que, enquanto realizava a reportagem ao vivo sobre o acidente, foi abordado de forma hostil. Ele descreveu que, após ser xingado, sofreu agressões físicas, incluindo golpes que atingiram seu capacete. A transmissão foi encerrada abruptamente.

O repórter ainda relatou que, mesmo após o fim da gravação e enquanto aguardava a chegada da Polícia Militar, foi novamente agredido com um soco. Essa nova agressão evidencia a intensidade e a premeditação do ataque sofrido pelo jornalista.

Investigação policial e preocupação com a imprensa

A Polícia Civil confirmou que o caso está sendo investigado como lesão corporal dolosa e que a ocorrência foi encaminhada para a 6ª Delegacia de Polícia Civil de Porto Velho. A instituição informou que irá atender à demanda e procederá com a apuração dos fatos relacionados ao caso.

Richard Nunes expressou preocupação com a situação, alertando que tais atos de violência contra jornalistas podem abrir um perigoso precedente para futuras coberturas. Ele enfatiza a importância do trabalho da imprensa e a necessidade de garantir a segurança dos profissionais.

Preservação de identidades e busca por responsáveis

No vídeo da agressão, os rostos dos envolvidos foram borrados para preservar a identidade de possíveis menores que teriam participado do ato, em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A Polícia Civil segue na busca pela identificação formal de todos os envolvidos para que respondam pelos seus atos.

A sociedade e as entidades de classe da imprensa aguardam o desdobramento da investigação, na esperança de que os responsáveis sejam punidos e que a liberdade de imprensa e a segurança dos jornalistas sejam cada vez mais respeitadas em todo o país.

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