Prefeito Léo Moraes é Desmentido: Caminhão de Microrrevestimento Novo em 2024, Falta de Massa Asfáltica Travou Uso em 2025, Aponta Documentos

GERAL

Prefeito Léo Moraes é Desmentido: Caminhão de Microrrevestimento Novo em 2024, Falta de Massa Asfáltica Travou Uso em 2025, Aponta Documentos

O prefeito Léo Moraes utilizou suas redes sociais para afirmar que um caminhão de microrrevestimento da Prefeitura estaria “parado há anos”. No entanto, essa declaração entra em conflito direto com documentos oficiais da própria prefeitura de Porto Velho.

Análises de registros públicos revelam que o equipamento em questão foi adquirido e entregue zero quilômetro em 09 de setembro de 2024. A aquisição ocorreu durante a gestão do ex-prefeito Hildon Chaves, com um valor superior a R$ 1,7 milhão e sem apontamentos de irregularidades no recebimento.

Portanto, a alegação de que o caminhão estaria “parado há anos” não encontra respaldo nas informações oficiais, visto que o equipamento sequer fazia parte da frota municipal antes de 2024, ano de sua entrega.

Caminhão Novo, Mas Sem Uso: A Questão da Massa Asfáltica

Apesar da aquisição recente, documentos administrativos indicam que o caminhão de microrrevestimento não chegou a ser utilizado ao longo de 2025. A razão principal para a inoperância do equipamento, sob a atual gestão, foi a ausência de condições operacionais adequadas.

O fator determinante para a paralisação foi a falta de massa asfáltica, o insumo essencial para a realização dos serviços de microrrevestimento. Sem o material, o caminhão, mesmo novo e em perfeitas condições, torna-se impossibilitado de operar.

Intervenção do TCE e Anulação de Contrato Agravam o Cenário

O cenário de falta de insumos foi ainda mais complexificado pela atuação do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO). O órgão identificou indícios de irregularidades em processos de contratação relacionados à aquisição de massa asfáltica.

Como consequência dessas apontamentos, a própria Prefeitura de Porto Velho anulou a adesão a um contrato que previa um investimento de aproximadamente R$ 27 milhões. O TCE-RO apontou inconsistências em critérios técnicos, estimativas e nas condições do processo de contratação, o que levou à suspensão da licitação.

Declaração do Prefeito Ignora Fatos da Gestão Atual

Com a anulação do contrato e a consequente escassez do material, Porto Velho viu-se impossibilitada de avançar com os serviços de microrrevestimento em 2025, mesmo com o caminhão já disponível. A declaração do prefeito Léo Moraes sobre o equipamento estar “parado há anos”, portanto, ignora os fatos documentados e os entraves ocorridos dentro de sua própria administração.

A situação levanta questionamentos sobre a transparência na divulgação de informações e o uso das redes sociais para apresentar uma realidade que não condiz com os registros oficiais e os desafios administrativos enfrentados pelo município. A gestão da massa asfáltica e a operacionalização de equipamentos de infraestrutura são pontos cruciais para o desenvolvimento urbano.

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