Trump Perto de Acordo com Irã, Mas Ameaça Ação Militar: ‘Negociadores Difíceis’ Podem Desencadear Ataques

BRASIL

Trump se aproxima de acordo com Irã, mas alerta para ação militar caso negociações falhem

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que as negociações com o Irã para um acordo de paz estão “muito perto de um acordo muito bom”. A declaração foi feita em entrevista à “Fox News”, com trechos divulgados pela Casa Branca nas redes sociais.

Trump enfatizou que a “única garantia” obtida é a de que o Irã não desenvolverá armas nucleares, um ponto crucial para a administração americana. Ele também mencionou que a abertura do Estreito de Ormuz, vital para o comércio global de petróleo, depende apenas da assinatura do acordo.

Apesar do otimismo cauteloso, o presidente americano não descartou a possibilidade de uma intervenção militar caso as negociações não avancem. Segundo Trump, uma ação militar seria “mais rápida” e teria um impacto humanitário positivo, salvando muitas vidas.

Ameaça militar e a visão de Trump sobre o conflito

O presidente comparou a situação com operações anteriores, citando a Venezuela como uma “vitória de um dia”, e afirmou que o exército iraniano já estaria essencialmente derrotado. Para Trump, o acordo traria benefícios imediatos, como a reabertura do Estreito de Ormuz.

“Eu preferiria conseguir um acordo porque podemos abrir o estreito imediatamente após a assinatura”, disse Trump, ressaltando o impacto econômico positivo que a normalização do tráfego marítimo traria, como a queda no preço da gasolina.

No entanto, ele alertou que a pressa em fechar um acordo pode comprometer os termos. “Se você estiver com pressa, não vai fazer um bom negócio”, ponderou o presidente.

Pentágono pronto para retomar ataques e drone abatido

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, reforçou a prontidão militar americana. Ele afirmou que os Estados Unidos estão preparados para retomar ataques ao Irã, se necessário, e que os estoques militares são “mais do que adequados”.

Em um incidente separado, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) anunciou ter interceptado e destruído um drone americano MQ-1 que teria entrado em águas territoriais iranianas com intenções hostis. Os EUA não comentaram o ocorrido.

Hegseth também descreveu o presidente Trump como “paciente” em sua busca por um “grande acordo” que impeça o Irã de obter armas nucleares.

Intensificação do conflito no Líbano e impacto regional

Enquanto as negociações com o Irã seguem, a situação no Líbano se agrava. O exército de Israel anunciou a expansão de sua operação terrestre contra o Hezbollah para “outras zonas” do Líbano, cruzando o rio Litani e intensificando as operações militares.

Israel comunicou a captura de um castelo estratégico no Líbano, marcando a incursão mais profunda em 26 anos. O Hezbollah, por sua vez, reivindicou o lançamento de foguetes contra o norte de Israel, que foram parcialmente interceptados.

A guerra, iniciada em fevereiro, já causou milhares de mortes e impactou a economia global, elevando os preços da energia devido ao fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã. A escalada no Líbano adiciona mais uma camada de complexidade à já tensa relação entre os países da região.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *