Enfermeira revela última conversa com Maria Eduarda após queda fatal em salto sem corda de segurança; três são presos

RONDONIA

A enfermeira que prestou os primeiros socorros a Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, revelou detalhes angustiantes sobre o atendimento prestado após a jovem cair da Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo. Maria Eduarda morreu no último sábado (13) durante uma atividade de rope jump, onde, segundo a investigação, foi lançada sem a corda de segurança.

A profissional precisou descer uma ribanceira para chegar até a vítima. “Eu ralei toda a minha mão, porque lá é uma ribanceira e aí tem só uma corda para a gente descer. Eu estava toda cheia de barro”, relatou a enfermeira em entrevista à Record, evidenciando as condições difíceis do resgate.

Apesar da gravidade da situação, a enfermeira identificou sinais vitais em Maria Eduarda. “Vi que ela estava com uma respiração ofegante. Olhei a pupila dela, que infelizmente estava dilatada, as duas, e vi pulsação. Estava bem fraco, mas ela ainda tinha pulsação”, afirmou. Conforme informação divulgada pela Record, a jovem não resistiu e faleceu ainda no local.

Tentativa de conforto em momento crítico

Em meio ao atendimento e enquanto aguardava a chegada das equipes de resgate, a enfermeira tentou manter contato com Maria Eduarda. Ela relatou ter dito à jovem: “Duda, ninguém morre no meu plantão”. A profissional admitiu que, mesmo não estando de plantão no momento do acidente, fez a afirmação na tentativa de confortar a vítima.

Três homens presos e versão dos suspeitos

O acidente ocorreu durante um salto na modalidade conhecida como “aviãozinho”, onde o participante é sustentado horizontalmente antes de ser lançado. Vídeos do momento da queda mostram testemunhas gritando ao perceberem a ausência da corda de segurança segundos antes do ocorrido.

Três homens que participavam da operação do salto foram presos em flagrante e tiveram a prisão convertida em preventiva. Luis Felipe Feliciano Egoroff, 32 anos, Vitor de Freitas Gonçalves, 27, e Maicon Fernandes Cintra, 42, alegaram ter sofrido um “apagão” e não souberam explicar como Maria Eduarda foi lançada sem o equipamento. A delegada Andréa Dantas Levy contestou a versão, afirmando que “a corda é grossa. Eram duas cordas que deveriam ter sido colocadas, e não foi colocada nenhuma. Em um esporte de risco desse, era para terem checado três vezes”.

Investigação busca por câmera e elucidação dos fatos

A Polícia Civil está analisando imagens do local e busca por uma câmera tipo GoPro que estaria presa ao corpo de Maria Eduarda no momento da queda. A expectativa é que o equipamento possa ajudar a esclarecer os minutos que antecederam o trágico acidente.

O caso foi registrado como homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de produzir o resultado, e segue sob investigação. A falta do equipamento de segurança e a dinâmica do salto colocam em xeque a segurança da atividade de rope jump realizada.

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