Estudante de Medicina que Matou Idoso em RO Já Havia Danificado Viatura da PM e Respondido por Embriaguez ao Volante

RONDONIA

Estudante de Medicina com Histórico de Incidentes é Investigada por Morte de Idoso em Porto Velho

Um grave incidente em Porto Velho, Rondônia, onde uma estudante de medicina atropelou e matou um idoso, revela um histórico preexistente de problemas com a lei por parte da envolvida. Vitória Caroline Marangoni Schneider, de 29 anos, já havia sido detida em maio de 2025 após um surto que resultou em danos a uma viatura da Polícia Militar e colisões com outros veículos.

Na ocasião, a estudante apresentava sinais de embriaguez e desorientação, conforme relatado no boletim de ocorrência. O episódio culminou em sua autuação por dano qualificado ao patrimônio público e, posteriormente, ela respondeu judicialmente por embriaguez ao volante. O caso, no entanto, foi encerrado após um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP).

Este novo trágico evento levanta questionamentos sobre o processo que levou ao arquivamento do caso anterior e às medidas impostas. O Ministério Público de Rondônia (MP-RO) informou que o acordo foi firmado após o acidente de trânsito e que, na época, a estudante não possuía antecedentes criminais. Conforme informações divulgadas pelo g1, após o cumprimento das condições estabelecidas, o caso foi arquivado em abril deste ano.

Relembre o Caso do Atropelamento Fatal

O incidente mais recente ocorreu na quarta-feira (1º), quando Odair Brustolin, de 68 anos, morreu após ter sua casa invadida por um veículo em Porto Velho. Testemunhas relataram que Vitória Caroline teria discutido com as vítimas na rua e, após a briga, entrou no carro e o dirigiu contra a residência onde o idoso estava.

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o carro invade o imóvel, atropelando fatalmente Odair Brustolin. O idoso chegou a ser socorrido e levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Após o atropelamento, a estudante fugiu do local.

Detalhes do Incidente Anterior com a PM

Em maio de 2025, policiais que realizavam patrulhamento em Porto Velho foram surpreendidos quando Vitória Caroline correu em direção a uma viatura da PM e subiu no capô do veículo. Segundo o boletim de ocorrência, ela pisou repetidamente sobre o para-brisa, causando danos significativos ao vidro e ao capô. Antes disso, a polícia informou que ela já havia se envolvido em colisões com outros dois carros.

Os policiais relataram que a mulher aparentava estar sob efeito de álcool e desorientada. Para contê-la, foi necessário o uso de força moderada e algemas. Ela foi levada à Central de Polícia e autuada por dano qualificado ao patrimônio público.

Acordo Judicial e Arquivamento do Caso Anterior

Em decorrência do episódio de 2025, Vitória Caroline respondeu na justiça por embriaguez ao volante. Após passar por audiência de custódia, ela foi colocada em liberdade provisória, sujeita ao cumprimento de medidas como a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e a proibição de frequentar bares. Posteriormente, celebrou um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP).

Neste tipo de acordo, o indivíduo admite o erro e cumpre condições específicas para evitar que se torne réu em um processo criminal. No caso de Vitória, o acordo envolveu o pagamento de uma multa de aproximadamente R$ 1,5 mil. Após cumprir todas as exigências, as restrições foram retiradas em fevereiro deste ano, e o caso foi oficialmente arquivado em abril.

Nota do Ministério Público e Defesa da Estudante

O Ministério Público de Rondônia (MP-RO) esclareceu, em nota, que o ANPP foi firmado em julho de 2025, após um acidente de trânsito. A estudante foi investigada por lesão corporal, embriaguez ao volante e danos a dois veículos. Ela indenizou as vítimas e os proprietários dos carros, e uma das vítimas optou por não representar criminalmente. Assim, permaneceu apenas a acusação de embriaguez ao volante.

O MP-RO reiterou que, na época, a estudante não possuía antecedentes e que, após o cumprimento das condições do acordo, o caso foi arquivado. A defesa de Vitória Caroline lamentou o ocorrido e afirmou que o processo atual segue os trâmites legais, com garantia do devido processo. A defesa também informou que, durante a audiência de custódia, a Justiça determinou a realização de um exame para avaliar as condições psicológicas da investigada.

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