De Cemitério a Condomínio de Luxo: A Surpreendente Transformação de Área de Sepultamento em Porto Velho

RONDONIA

O passado esquecido sob o concreto: a incr�vel jornada do Cemit�rio Cristo Redentor ao condom�nio moderno em Porto Velho.

Voc� sabia que onde hoje se erguem pr�dios modernos em uma das regi�es mais valorizadas de Porto Velho, j� existiu um cemit�rio p�blico? O antigo Cemit�rio Cristo Redentor, localizado na zona sul da capital, pr�ximo ao bairro Eletronorte e ao Hospital Jo�o Paulo II, passou por uma transformac�o hist�rica e urbana not�vel.

A regi�o, hoje sin�nimo de desenvolvimento imobili�rio, guarda mem�rias de um passado ligado a sepultamentos. A mudan�a de um local de descanso eterno para um vibrante centro residencial � uma hist�ria fascinante sobre o crescimento e as transforma��es urbanas da cidade.

A trajet�ria deste espa�o � marcada por desafios, decis�es administrativas e um processo de reurbaniza��o que culminou em sua forma atual. Acompanhe os detalhes dessa incr�vel transforma��o, que envolveu a remo��o de centenas de corpos e o planejamento de uma nova comunidade, conforme aponta pesquisa do historiador Lu�s Henrique Ara�jo.

O Nascimento e os Desafios do Cemit�rio Cristo Redentor

A hist�ria come�a em 1967, quando a Prefeitura de Porto Velho decidiu criar o Cemit�rio Cristo Redentor, visando substituir o j� superlotado Cemit�rio dos Inocentes. No entanto, o novo espa�o levou tempo para se tornar operacional.

Segundo o historiador Lu�s Henrique Ara�jo, o Cemit�rio Cristo Redentor s� come�ou a receber os primeiros sepultamentos em 1970, ap�s obras de adapta��o. A escolha da �rea, contudo, trouxe problemas logo nos primeiros anos de funcionamento.

Durante o per�odo chuvoso, o local sofria com frequentes alagamentos devido ao alto n�vel do len��ol fre�tico. Essa condi��o n�o s� dificultava os sepultamentos, mas tamb�m levantava preocupa��es sanit�rias, com risco de contamina��o do solo e de po�os pr�ximos.

A Desativa��o e o In�cio da Mudan�a Urbana

Apesar das tentativas de adapta��o, a situa��o n�o se resolveu. Em 1975, a Prefeitura tomou a decis�o de desativar o cemit�rio para novos sepultamentos. Essa medida foi oficializada pelo Decreto n� 641, de 20 de janeiro de 1975, que determinou a paralisa��o dos cemit�rios dos Inocentes e Cristo Redentor.

A paralisa��o ocorreu devido � falta de capacidade do Cemit�rio dos Inocentes e, no caso do Cristo Redentor, aos constantes alagamentos e ao alto custo de manuten��o. O pr�prio decreto mencionava a necessidade de obras de drenagem caras, sem garantia de solu��o definitiva.

Com isso, a Prefeitura passou a utilizar um novo cemit�rio em outra �rea da cidade, pr�ximo �s margens da estrada que leva � Cachoeira de Santo Ant�nio. O espa�o do antigo Cemit�rio Cristo Redentor, ent�o, come�ou a perder sua fun��o original, acompanhando o crescimento urbano de Porto Velho.

A Transformac�o em Condom�nio Residencial

Anos depois, o terreno passou por uma transformac�o completa. O processo de remo��o dos corpos ocorreu de forma definitiva em 1982, sete anos ap�s a desativa��o, em uma opera��o conjunta entre a Prefeitura e empresas ligadas � Usina Hidrel�trica de Samuel.

A proposta era criar uma vila residencial planejada, destinada prioritariamente a funcion�rios da Eletronorte, como engenheiros e m�dicos. O trabalho de exuma��o e transfer�ncia dos restos mortais, que reuniu familiares, durou cerca de um ano.

Cerca de 690 sepultados foram retirados do local e levados para o Cemit�rio Santo Ant�nio. No lugar do antigo cemit�rio, surgiu um conjunto residencial fechado que, ao longo dos anos, se consolidou como uma �rea valorizada na zona sul de Porto Velho, refletindo o crescimento urbano e a expans�o imobili�ria da capital de Rond�nia.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *