Herói do “Milagre do Hudson”, “Sully” Sullenberger revela diagnóstico de Alzheimer, relembre o pouso histórico no rio

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Piloto “Sully” Sullenberger, herói do “Milagre do Hudson”, anuncia diagnóstico de Alzheimer

Chesley “Sully” Sullenberger, o icônico piloto americano que realizou o pouso forçado de um Airbus A320 no rio Hudson, em Nova York, em 2009, anunciou nesta terça-feira (14) que recebeu o diagnóstico de Alzheimer. A notícia traz um novo capítulo para a vida do homem que se tornou um símbolo de coragem e habilidade.

O feito, conhecido mundialmente como o “milagre do Hudson”, garantiu a sobrevivência de todos os 155 ocupantes da aeronave, um feito notável que inspirou um filme de Hollywood e solidificou a imagem de “Sully” como um verdadeiro herói da aviação.

A história de “Sully” Sullenberger é marcada por um momento de extrema tensão e decisão rápida. Em 15 de janeiro de 2009, o voo US Airways 1549 decolou do aeroporto LaGuardia, em Nova York, com destino a Seattle. Pouco mais de dois minutos após a decolagem, a aeronave colidiu com um bando de pássaros a uma altitude de 859 metros.

A colisão fez com que os dois motores aspirassem os animais, resultando na perda total de empuxo e deixando o avião sem propulsão em plena subida. Diante da gravidade da situação, “Sully”, com 57 anos na época, e seu copiloto Jeffrey Skiles, de 49 anos, precisaram tomar uma decisão em questão de segundos. Mensagens de emergência foram enviadas, e aeroportos próximos foram considerados, mas o tempo era escasso.

A decisão audaciosa: o pouso no rio Hudson

Em uma manobra que desafiou as probabilidades, “Sully” comunicou à torre de controle que não conseguiriam chegar a nenhum aeroporto e que o destino seria o rio Hudson. O pouso ocorreu cinco minutos após a decolagem, com a aeronave tocando a água a uma velocidade de 230 km/h e um ângulo de 9 graus em relação ao horizonte. A água fria do rio, com temperatura de -7°C, representava um risco adicional para os passageiros.

Resgate rápido e heroísmo reconhecido

Após o pouso, “Sully” foi o último a deixar a aeronave, garantindo que todos os 150 passageiros e 5 tripulantes tivessem saído em segurança. Ele percorreu a cabine duas vezes para ter certeza de que ninguém havia ficado para trás. A rápida mobilização da Guarda Costeira e de embarcações na região permitiu o resgate de todos em poucos minutos, muitos sofrendo de hipotermia.

A façanha de “Sully” Sullenberger foi amplamente celebrada, e sua história ganhou o filme “Sully”, dirigido por Clint Eastwood, com Tom Hanks interpretando o protagonista. O comandante se aposentou em 2010, após 30 anos de carreira, e seguiu atuando como palestrante e consultor de aviação.

Um novo desafio para o herói

O anúncio do diagnóstico de Alzheimer adiciona um novo e desafiador capítulo à vida do homem que protagonizou um dos momentos mais memoráveis da aviação moderna. A notícia reacende a admiração por sua coragem e pela forma como, em um momento de extrema pressão, demonstrou controle e liderança, salvando todas as vidas a bordo do voo US Airways 1549.

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