Polícia Civil de RO elucida execução brutal de fazendeiro e prende mandante
Meses de investigação detalhada pela Polícia Civil de Rondônia culminaram no esclarecimento do assassinato do fazendeiro João Paulino da Silva Sobrinho, conhecido como “João Sucuri”. O crime, ocorrido em abril de 2025 nos distritos de Extrema e Nova Califórnia, chocou a região pela sua brutalidade.
A vítima foi morta em uma emboscada. Um funcionário que o acompanhava conseguiu escapar após ser atingido de raspão, mas João Sucuri foi executado com disparos na cabeça e no rosto. A crueldade não parou por aí, pois os criminosos cortaram a orelha esquerda da vítima e a levaram como forma de intimidação.
O grupo, após o assassinato, invadiu a sede da fazenda, fez reféns mulheres e crianças, exibiu a orelha da vítima e incendiou veículos e parte da propriedade. A investigação, conduzida pela 9ª Delegacia de Polícia de Extrema com apoio de outras unidades, estendeu-se até o estado do Acre, revelando conexões com a facção criminosa Comando Vermelho. Conforme informação divulgada pela Polícia Civil de Rondônia, o mandante do crime, um fazendeiro vizinho identificado como Nilson Pereira dos Santos, foi preso. Ele é acusado de planejar e financiar a execução por vingança, responsabilizando a vítima pela morte de seu filho em 2024.
Mandante preso e cúmplice identificada em operação conjunta
A polícia identificou e prendeu Nilson Pereira dos Santos, apontado como o mandante da execução do fazendeiro João Sucuri. A motivação para o crime teria sido vingança, pois Santos acreditava que a vítima era responsável pela morte de seu filho no ano anterior. A investigação também levou à prisão preventiva de Auricleia Souza Ferreira, conhecida como “Theinha”, residente no Acre.
Por meio de perícia grafotécnica, Auricleia foi identificada como autora de bilhetes com ameaças encontrados no local do crime. Ela também teria recebido parte do pagamento pela execução. A operação contou com a cooperação das polícias Civil e Militar do Acre, incluindo ações em Plácido de Castro, ligadas à Operação Lei da Fronteira.
Três suspeitos continuam foragidos; polícia pede ajuda da população
Apesar das prisões realizadas, a Polícia Civil de Rondônia ainda procura por três indivíduos considerados foragidos. As autoridades divulgaram as fotografias de Jaime Vilchez de Souza, Kenas de Carvalho Ferreira e Elves de Carvalho Ferreira para auxiliar na localização e captura dos suspeitos.
A polícia reforça a importância da colaboração da população e disponibiliza o telefone 197 para denúncias anônimas. Qualquer informação que possa levar à captura dos foragidos é fundamental para a segurança pública e para garantir que todos os envolvidos sejam responsabilizados pelo brutal crime ocorrido em Rondônia.
Ligação com facção criminosa e crueldade extrema marcam o caso
As investigações apontam que os executores do fazendeiro João Sucuri teriam ligações com o Comando Vermelho. A violência empregada na execução, incluindo o corte da orelha da vítima e a tomada de reféns em sua propriedade, demonstra a crueldade e a frieza dos envolvidos. O ato de levar a orelha da vítima foi um claro sinal de intimidação.
A invasão da sede da fazenda, onde mulheres e crianças, incluindo um bebê de apenas dois meses, foram mantidos reféns, espalhou terror na região. O incêndio de veículos e parte da propriedade após o assassinato acentua a gravidade do crime e a audácia dos criminosos, que agiram com extrema violência.
