Líder religioso em RO é preso por estuprar fiéis alegando ‘cura’, Polícia Civil investiga violação sexual e fraude

RONDONIA

Líder religioso preso em Rondônia sob suspeita de estupro e violação sexual mediante fraude

Um líder religioso foi detido nesta quinta-feira (6) em São Francisco do Guaporé, Rondônia, após denúncias de estupro contra três mulheres. A Polícia Civil aponta que o homem utilizava a alegação de um “processo de cura” para cometer os crimes.

As vítimas procuraram a delegacia local relatando que o suspeito explorava sua vulnerabilidade. Todas elas estavam passando por processos de separação em seus relacionamentos no momento dos supostos abusos.

A investigação policial classifica os atos como violação sexual mediante fraude e estupro. A Polícia Civil reforça o pedido para que outras possíveis vítimas do religioso compareçam à delegacia para prestar depoimento e contribuir com as apurações.

Abuso de confiança e fragilidade explorada

De acordo com o depoimento das vítimas, o líder religioso se aproveitava do estado emocional abalado e da fragilidade que elas apresentavam devido aos seus problemas conjugais. Ele manipulava as mulheres, sugerindo que os atos sexuais faziam parte de um tratamento espiritual ou terapêutico.

Essa conduta, segundo a Polícia Civil, configura violação sexual mediante fraude, pois as vítimas eram enganadas e levadas a acreditar que estavam passando por um “processo de cura”. O caso também é investigado como estupro, dada a natureza dos atos.

Apelo por mais denúncias

A polícia de São Francisco do Guaporé (RO) pede que qualquer outra pessoa que tenha sido vítima de condutas semelhantes por parte do suspeito entre em contato com a delegacia. A colaboração de novas vítimas é considerada crucial para o avanço da investigação e para que o líder religioso responda por todos os crimes cometidos.

O nome do suspeito não foi divulgado pela polícia para preservar a identidade das vítimas e o andamento da investigação. A comunidade local está chocada com as denúncias, e a investigação segue em sigilo.

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