Hildon Chaves critica gestão da saúde em Rondônia e aponta para aumento inaceitável da mortalidade materno-infantil.
O ex-prefeito de Porto Velho e candidato ao Governo de Rondônia, Hildon Chaves, expressou profunda preocupação com o cenário da saúde no estado. Ele baseia suas críticas em um relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE) que detalha falhas graves na gestão da política materno-infantil, resultando em um aumento alarmante de mortes de mães e recém-nascidos.
Segundo Chaves, a incompetência administrativa tem um custo humano inaceitável, levando à perda de vidas rondonienses. Ele enfatiza que a falta de planejamento e a ausência de ações baseadas em evidências são os principais culpados por essa tragédia, que poderia ter sido evitada com uma gestão mais eficiente e comprometida.
O candidato promete um diagnóstico completo da saúde estadual, com investimentos em novas unidades de saúde e um atendimento mais digno para a população. Ele também criticou a política de transporte de pacientes, que considera um desperdício de recursos e um fator de sofrimento para as famílias, sugerindo que pode haver interesses escusos por trás desse caos.
Relatório do TCE Revela Falhas Críticas na Saúde Materno-Infantil
Um relatório recente do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de Rondônia trouxe à tona uma série de irregularidades na gestão da saúde estadual. A análise da prestação de contas de 2025 identificou **graves falhas na coordenação da política materno-infantil**, diretamente ligadas a um **aumento preocupante nos índices de mortalidade materna e neonatal**.
Entre os problemas apontados pelo TCE estão a **cobertura insuficiente de exames essenciais**, a **concentração excessiva de serviços especializados** e as **dificuldades de acesso à saúde** em diversas regiões do estado. Esses fatores, segundo o tribunal, contribuíram diretamente para o cenário alarmante.
Mortalidade Materno-Infantil em Rondônia Atinge Níveis Alarmantes
Os dados apresentados são estarrecedores. Rondônia registra a **segunda pior taxa de mortalidade infantil do Brasil**, superada apenas pelo Amapá. Foram 17 óbitos de crianças com até um ano de idade, enquanto a média nacional é de 10 óbitos a cada mil nascimentos. A mortalidade de mães e bebês é o **dobro da meta nacional estabelecida**.
Mais de um terço das mortes de recém-nascidos foram atribuídas a **cuidados inadequados**, e cerca de 74% desses óbitos poderiam ter sido evitados. Da mesma forma, mais de um terço das mortes maternas ocorreram por causas evitáveis, como infecções urinárias, diabetes e hipertensão, condições que podem ser gerenciadas com acompanhamento pré-natal adequado.
Pré-Natal Deficiente e Falta de Infraestrutura Agravam a Situação
O acompanhamento pré-natal em Rondônia está longe do ideal. Enquanto o padrão recomendado inclui sete consultas durante a gestação, iniciando antes da 12ª semana, o relatório do TCE aponta que 2.880 gestantes tiveram o início tardio desse acompanhamento, e **1.250 grávidas não realizaram nenhuma consulta pré-natal**. Essa negligência é um dos principais fatores que levaram a mais de 30% das mortes de recém-nascidos no estado.
A mortalidade de gestantes em Rondônia atingiu o pior índice desde 2006, com 62 casos por 100 mil nascimentos, enquanto a meta nacional não ultrapassa 30. Em relação aos bebês, a taxa é de nove óbitos por mil, bem acima da meta nacional de cinco. A **falta de uma UTI neonatal no estado** e a concentração dessas unidades na capital forçam mães e bebês a percorrerem longas distâncias, por vezes mais de 800 quilômetros, para receberem atendimento especializado.
Além disso, menos de 10% das grávidas têm acesso à ultrassonografia, com quase 60% precisando recorrer a serviços particulares, o que evidencia a **desigualdade no acesso à saúde** no estado. Hildon Chaves se comprometeu a mudar esse cenário, garantindo atendimento digno e acessível para todas as gestantes e recém-nascidos rondonienses.
Propostas de Hildon Chaves para a Saúde Estadual
Hildon Chaves não se limitou a criticar a gestão atual, apresentando propostas concretas para a área da saúde. Ele prometeu **investir na construção de novos hospitais e centros de atendimento**, estrategicamente localizados para atender às necessidades da população. Seu plano inclui um diagnóstico aprofundado para direcionar os investimentos de forma eficaz.
O candidato também se comprometeu a **retirar as ambulâncias e ônibus que transportam pacientes das estradas**, uma política que ele considera fadada ao fracasso. Chaves argumenta que essa prática gera um **enorme desperdício de dinheiro público** e, pior, resulta na perda de vidas e no sofrimento de muitas famílias rondonienses. Ele sugere que o caos atual pode estar beneficiando alguém, levantando a suspeita de interesses ocultos.
