Corinthians avalia proposta de renovação com Memphis Depay para aliviar situação financeira e cumprir Fair Play Financeiro
O Corinthians está considerando uma possível renovação de contrato com o atacante Memphis Depay como uma estratégia para gerenciar sua dívida e se adequar às novas regras de Fair Play Financeiro impostas pela CBF. A diretoria busca uma forma de reduzir e estender o prazo de pagamento de um débito estimado em cerca de R$ 77 milhões com o jogador.
A nova regulamentação da CBF impõe limites ao endividamento de curto prazo dos clubes em relação às suas receitas ordinárias. Um acordo com Memphis Depay poderia facilitar a adequação do Corinthians a essas diretrizes, aliviando a pressão sobre o fluxo de caixa.
O clube aguarda uma nova contraproposta do estafe do jogador, que idealmente contemplaria uma redução significativa nos valores. A expectativa é que a pedida se aproxime mais dos R$ 77 milhões devidos, desconsiderando custos adicionais como ajuda de custo e verbas de marketing, conforme apurado pelo UOL.
Clube espera redução na pedida e aguarda contraproposta
A avaliação interna no Corinthians indica que uma renovação seria mais viável se o pacote financeiro proposto for reduzido de aproximadamente R$ 110 milhões para cerca de R$ 85 milhões. Este último valor se alinha mais com a dívida estimada atualmente, que já inclui juros, multas e correção monetária.
O Timão espera que o staff de Memphis Depay apresente uma nova proposta nesta segunda-feira, alinhada com as discussões realizadas no final da semana passada. O clube almeja uma diminuição de cerca de R$ 25 milhões na oferta inicial.
O departamento financeiro do Corinthians alertou o presidente Osmar Stabile que uma eventual execução da dívida por Memphis poderia aumentar as obrigações de curto prazo do clube, impactando negativamente o percentual permitido pelas regras de Fair Play Financeiro da CBF. Mesmo em fase de adaptação, o clube já sentiria os efeitos.
Fair Play Financeiro: impacto e estratégias do Corinthians
A nova regra da CBF estipula que o endividamento líquido de curto prazo não pode exceder 45% da receita líquida ordinária do clube. Fontes ligadas ao Corinthians indicam que o clube já se aproxima desse limite em seu cenário atual.
A receita considerada para este cálculo exclui valores de venda de ativos, que são cruciais para o equilíbrio financeiro do clube, especialmente durante as janelas de transferências. Uma execução da dívida por Memphis agravaria a situação, aumentando o passivo exigível no curto prazo.
Um acordo com o jogador permitiria ao Corinthians fixar a dívida em um valor menor e distribuir os pagamentos ao longo de um período mais extenso, aliviando a pressão imediata sobre o caixa e auxiliando na adequação às normas. A renovação, portanto, surge como uma solução estratégica.
Dívida com Memphis pode alcançar a próxima gestão
O presidente Osmar Stabile expressou preocupação em aprovar um contrato que gere obrigações para a próxima administração. Por isso, ele pretende submeter qualquer novo acordo com Memphis Depay ao Conselho de Orientação (Cori).
No entanto, fontes internas argumentam que parte da dívida será transferida para a próxima gestão independentemente da permanência do atacante, visto que o Corinthians não possui caixa para quitar o valor à vista.
O clube já antecipou boa parte de suas receitas, e seu histórico financeiro dificulta a obtenção de crédito. Assim, a discussão interna foca em como gerenciar essa dívida, e a renovação com Memphis pode ser a chave para reduzir e alongar esse passivo, mantendo o jogador no elenco.
