Serviço Secreto dos EUA investiga vídeo iraniano com supostas ameaças a Barron Trump
O Serviço Secreto dos Estados Unidos confirmou que está investigando um vídeo divulgado pela mídia estatal do Irã que contém o que pode ser interpretado como ameaças contra Barron Trump, o filho mais novo do ex-presidente Donald Trump. A agência de segurança nacional não forneceu detalhes adicionais sobre a natureza exata do vídeo ou das supostas ameaças, citando razões de segurança operacional.
A investigação ocorre em um contexto de tensões elevadas entre os Estados Unidos e o Irã. A mídia iraniana tem veiculado conteúdo hostil ao governo americano desde o assassinato do aiatolá Ali Khamenei, atribuído aos EUA no início de um conflito.
Barron Trump, filho de Donald Trump com a ex-primeira-dama Melania Trump, tem 20 anos. A investigação do Serviço Secreto visa garantir a segurança de todas as pessoas sob sua proteção, respondendo a qualquer sinal que possa ser considerado uma ameaça.
Contexto de tensões e ameaças anteriores
Este incidente se insere em um histórico de declarações e possíveis ações hostis entre os dois países. A mídia estatal iraniana tem sido um canal frequente para a divulgação de mensagens ameaçadoras direcionadas a figuras políticas americanas e seus familiares.
Em julho, Donald Trump relatou ter sido alvo de uma tentativa de atentado ao deixar a Turquia após uma cúpula da OTAN. A notícia veio à tona no início de agosto, quando a imprensa americana revelou que o Serviço Secreto orquestrou uma operação de segurança para garantir sua viagem de volta aos EUA.
Medidas de segurança e desconfiança mútua
Confirmando a reportagem, o ex-presidente Trump declarou que trocou de avião secretamente, afirmando receber ameaças com frequência e expressando sua desconfiança em relação ao Irã. Ele seguiu as orientações do Serviço Secreto e dos militares para garantir sua segurança.
Segundo o jornal “The Washington Post”, a manobra envolveu a transferência de Trump para um avião da Força Aérea dos EUA, o C-32A, enquanto o antigo Air Force One decolou com a imprensa e outros funcionários a bordo, funcionando como uma distração.
Críticas à falta de transparência
A operação de segurança gerou críticas por parte dos veículos de comunicação que acompanhavam o presidente. Alguns apontaram o uso da aeronave presidencial como uma “isca” e criticaram a falta de transparência e comunicação por parte da Casa Branca.
Relatos indicam que o Serviço Secreto instruiu que as persianas das janelas fossem abaixadas durante a decolagem, uma medida incomum fora de zonas de combate, reforçando a percepção de uma ameaça real e iminente.
