Jornalista é demitida após sorrir e piscar em julgamento de mãe acusada de matar os 3 filhos nos EUA
Uma jornalista foi demitida após ser flagrada sorrindo e piscando para a câmera durante a transmissão ao vivo do julgamento de Lindsay Clancy, mulher acusada de matar seus três filhos nos Estados Unidos. As imagens rapidamente viralizaram nas redes sociais, gerando forte repercussão e levando a revista Vanity Fair, para a qual a profissional cobria o caso, a tomar medidas.
O incidente ocorreu na segunda-feira (24), ao final de uma sessão do julgamento. Enquanto a câmera percorria o público presente na sala do tribunal, a jornalista Brittany Romano, que estava credenciada pela Vanity Fair para cobrir o caso, apareceu sorrindo e piscando para a lente.
A repercussão foi imediata, e a Vanity Fair informou à imprensa americana sua decisão de não prosseguir com um relato que Brittany Romano preparava sobre a experiência de ter crescido com Lindsay Clancy, além de retirar o credenciamento da jornalista. Conforme a Fox News, a revista citou **conflitos claros com seus padrões e processos editoriais**.
Vanity Fair desvincula-se de jornalista e retira credenciamento
Em um comunicado oficial, a Vanity Fair declarou: “Após identificarmos conflitos claros com nossos padrões e processos editoriais, informamos Romano de que não seguiríamos adiante com o texto e comunicamos ao tribunal que ela não está mais credenciada pela Vanity Fair”. A revista, que inicialmente planejava publicar um relato pessoal de Romano sobre seu conhecimento de infância com Lindsay Clancy, buscou se distanciar do incidente.
Jornalista se defende e alega reações de ansiedade
Brittany Romano se pronunciou sobre o episódio em suas redes sociais, defendendo sua atitude. Em uma publicação no Instagram, ela escreveu: “Sorrir não é crime. Mandar uma mulher cortar os pulsos é”. A jornalista explicou que sorri em situações de **ansiedade ou desconforto**, e que a expressão capturada pelas câmeras não refletia indiferença ao drama do julgamento.
Ela também mencionou que outras pessoas próximas a ela riram naquele momento, mas apenas sua imagem ganhou notoriedade. Romano criticou a reação que recebeu, incluindo **ameaças de morte e mensagens de incentivo ao suicídio**, e pediu que o foco voltasse para o caso em si, e não para sua expressão.
O trágico caso Lindsay Clancy
O julgamento em questão é o de Lindsay Clancy, acusada de matar seus três filhos, Dawson (3 anos), Cora (5 anos) e Callan (8 meses), em janeiro de 2023, na residência da família nos Estados Unidos. A promotoria alega que a ex-enfermeira obstétrica estrangulou as crianças com faixas elásticas.
O cerne do julgamento reside no estado mental de Lindsay Clancy no momento dos crimes. A defesa argumenta que ela sofria de **psicose pós-parto e transtorno bipolar**, quadros que teriam sido agravados pelo uso de antidepressivos. Por outro lado, a promotoria sustenta que o ato foi intencional, citando que Clancy teria pedido ao então marido, Patrick Clancy, para sair de casa antes de cometer os assassinatos.
Ao retornar, Patrick encontrou Lindsay ferida após pular de uma janela do segundo andar e, em seguida, descobriu os corpos dos filhos no porão. Caso condenada por homicídio, Lindsay Clancy pode enfrentar prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.
