Missão no Estreito de Ormuz: Macron prevê ação em 3 dias após acordo EUA-Irã, mas Trump critica OTAN

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Macron anuncia prontidão para missão no Estreito de Ormuz e defende reabertura sem pedágios

O presidente da França, Emmanuel Macron, declarou nesta segunda-feira (15) que a missão para garantir a segurança no Estreito de Ormuz, anunciada em conjunto com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, pode ser implementada em um prazo de 2 a 3 dias após a assinatura de um acordo entre Estados Unidos e Irã.

A iniciativa conta com o apoio de outros países europeus, como Itália e Holanda, e visa normalizar o tráfego marítimo em uma rota vital para o comércio global de petróleo. O grupo G7 também se comprometeu a atuar para assegurar a livre passagem pelo estreito, que Macron enfatizou “deve ser feita sem pedágios”.

No entanto, a questão da soberania e a possibilidade de cobrança de taxas pelo Irã adicionam complexidade ao cenário. Segundo a agência iraniana Fars, Teerã incluiu uma cláusula sobre a imposição de taxas de serviços marítimos ao acordo com os EUA, pouco antes de sua oficialização, um ponto que a França se opõe veementemente. Conforme informação divulgada pela agência de notícias iraniana Fars, citando uma fonte anônima, “Nos momentos finais das negociações, o texto do memorando de entendimento foi alterado para enfatizar de forma clara e explícita a questão da soberania iraniana-omani sobre o Estreito de Ormuz. O uso do termo ‘serviços marítimos’ significa que os Estados Unidos aceitaram que taxas serão pagas ao Irã”.

Esforços europeus para restaurar a liberdade de navegação

Macron também destacou a necessidade de neutralizar os estoques de urânio enriquecido do Irã, colocando-os sob a supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). “Garantiremos que as capacidades de enriquecimento de urânio remanescentes sejam devidamente neutralizadas”, afirmou o presidente francês, acrescentando que os estoques sensíveis devem ser “retirados ou diluídos” e monitorados pela AIEA.

Uma dúzia de países já demonstrou disposição em contribuir com recursos para uma missão defensiva focada em restaurar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% da produção mundial de petróleo. “Vamos avançar com isso em uma conferência sobre o plano militar em Londres na próxima semana, onde anunciaremos mais detalhes sobre a composição da missão”, disse Keir Starmer, primeiro-ministro britânico, em coletiva de imprensa ao lado de líderes da França, Alemanha e Itália.

Reação de Trump e críticas à OTAN

Apesar dos esforços europeus, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou ceticismo em relação aos planos. Em uma publicação na rede social Truth Social, Trump criticou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), afirmando: “Agora que a situação no Estreito de Ormuz acabou, recebi uma ligação da OTAN perguntando se precisaríamos de alguma ajuda. Eu disse a eles para ficarem longe, a menos que queiram apenas encher seus navios com petróleo. Eles foram inúteis quando necessário, um tigre de papel!”.

Desde o início do conflito com o Irã, em 28 de fevereiro, Trump tem sido vocal em suas críticas à OTAN, mostrando-se insatisfeito com a falta de apoio da aliança para a resolução da crise no Estreito de Ormuz. Em declarações anteriores, ele chegou a afirmar que a OTAN “não esteve lá por nós, e não estará lá por nós no futuro”, e que estava considerando “seriamente” retirar os EUA da organização.

A importância estratégica do Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz é um ponto geográfico crucial para o transporte marítimo global, especialmente para o suprimento de petróleo. Sua importância estratégica é imensa, e qualquer interrupção no tráfego pode ter impactos significativos nos preços da energia e na economia mundial.

A missão proposta pela França e pelo Reino Unido busca justamente evitar tais interrupções, garantindo a segurança e a fluidez do tráfego. A participação de múltiplos países na iniciativa reforça o caráter global da preocupação com a estabilidade na região.

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