Driscoll deixa cargo no Exército dos EUA em meio a desentendimentos com secretário de Guerra ligado a Trump
O Secretário do Exército dos Estados Unidos, Dan Driscoll, apresentou sua demissão, conforme noticiado pelo jornal The Wall Street Journal. A decisão é atribuída a crescentes tensões com o secretário de Guerra, Pete Hegseth, uma figura alinhada ao ex-presidente Donald Trump.
Desde que Hegseth assumiu a pasta em janeiro de 2025, os atritos com Driscoll tornaram-se frequentes, segundo relatos da imprensa americana. A divergência entre os dois líderes militares parece ter escalado a ponto de afetar outras esferas do Pentágono.
Um dos reflexos dessas tensões foi a surpreendente demissão do chefe do Estado-Maior do Exército, general Randy George, em abril. Driscoll e George mantinham uma parceria próxima, focada em projetos de renovação tecnológica, e chegaram a viajar juntos para a Ucrânia pouco antes da saída do general, conforme apurado pelo WSJ.
Hegseth e a reforma militar sob escrutínio
A remoção do general George gerou **críticas contundentes** de membros do próprio Partido Republicano, tanto na Câmara quanto no Senado. A situação evidencia um embate entre a liderança militar de carreira e as indicações políticas de Trump.
Pete Hegseth, antes de assumir o Departamento de Guerra, teve uma trajetória como âncora do canal conservador Fox News, após servir no Exército em missões no Iraque e Afeganistão. Sua nomeação por Trump para comandar o Pentágono já gerava desconfiança entre os militares de carreira.
No primeiro semestre de 2026, Hegseth iniciou uma série de mudanças na alta cúpula das Forças Armadas, uma **reestruturação ampla e incomum** na história militar americana, especialmente em um período de conflitos internacionais.
Casa Branca elogia gestão de Driscoll
Em resposta à notícia da demissão, a Casa Branca emitiu um comunicado elogiando o trabalho de Dan Driscoll. A porta-voz Anna Kelly destacou a eficácia do secretário na implementação da agenda de Trump, na preparação das Forças Armadas para operações militares e nas negociações diplomáticas, incluindo aquelas envolvendo a Rússia e a Ucrânia.
A saída de Driscoll levanta questionamentos sobre a direção da liderança militar sob a influência de figuras políticas, como Hegseth. As mudanças promovidas pelo secretário de Guerra têm sido acompanhadas de perto por observadores e membros do Congresso, preocupados com a estabilidade e a expertise técnica dentro do Pentágono.
