Trump tenta ofuscar vitória da Espanha na Copa do Mundo 2026 em ato de autopromoção política
Um episódio de constrangimento marcou a celebração da Copa do Mundo de 2026, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, buscando um lugar de destaque na cerimônia de premiação. A atitude, comparada a um incidente anterior no Mundial de Clubes, gerou críticas e evidenciou as tensões políticas entre Trump e a Espanha.
Fontes indicam que Trump se recusou a sair do pódio enquanto a seleção espanhola se preparava para erguer a taça. Mesmo com a intervenção do presidente da FIFA, Gianni Infantino, e a espera do capitão Rodri, o presidente americano permaneceu próximo à equipe campeã, em uma tentativa de protagonismo político.
A vitória da Espanha na Copa do Mundo de 2026, para além do esporte, representou um revés no cenário geopolítico para Trump. O presidente dos EUA mantém uma relação tensa com o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, e tem em outros líderes, como o argentino Javier Milei, aliados mais próximos. A Espanha, por sua vez, foi recentemente classificada por Trump como uma “causa perdida” e um “parceiro terrível na OTAN”.
Desentendimentos entre Trump e Sánchez marcam o cenário diplomático
As divergências entre Donald Trump e Pedro Sánchez se intensificaram nos últimos tempos, especialmente em relação aos gastos militares da Espanha e à recusa do primeiro-ministro em permitir o acesso de forças americanas a bases espanholas durante o conflito com o Irã. Em uma cúpula da OTAN, Trump chegou a ameaçar cortar relações com a Espanha.
Apesar das tensões, Trump, como anfitrião da Copa do Mundo de 2026, foi obrigado a interagir com autoridades espanholas, incluindo o rei Felipe VI, sua família e o primeiro-ministro Sánchez. Outros líderes, como o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, e a presidente do México, Claudia Sheinbaum, também estavam presentes.
Trump recebe vaias ao entrar em campo com a taça
Ao chegar ao estádio em Nova Jersey, Trump demonstrou clara preferência pela Argentina. No final da partida, após cumprimentar o rei e o primeiro-ministro, o presidente americano foi recebido com vaiações estrondosas ao pisar no gramado com a taça, acompanhado pelo presidente da FIFA. Ele buscou ressaltar o equilíbrio da disputa, apesar do domínio da equipe campeã.
Capitão espanhol adia celebração para evitar invasão de palco de Trump
No momento da consagração da equipe vencedora, a tentativa de Trump de repetir o protagonismo do Mundial de Clubes foi notada. O capitão Rodri, ao que tudo indica, percebeu a intenção e adiou a celebração, aguardando o afastamento do presidente americano da cena principal para erguer a taça. No lado oposto do campo, a equipe argentina protagonizou um “espetáculo de deselegância”, virando as costas para a festa dos campeões, um gesto que, segundo fontes, Trump parece estar acostumado.
