Trump se irrita e chama de ‘estúpida’ pergunta sobre uso de arma nuclear contra o Irã após trocas de agressões

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Donald Trump reage com indignação a questionamento sobre uso de armas nucleares contra o Irã em meio a escalada de tensões e promessa de novos ataques.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demonstrou forte irritação ao ser questionado por uma repórter sobre a possibilidade de utilizar armas nucleares em um eventual ataque contra o Irã. A declaração ocorreu em um momento de acirramento das tensões entre os dois países, com trocas de agressões militares que haviam sido interrompidas desde julho.

Em resposta direta, Trump classificou a pergunta como “estúpida” e afirmou que não haveria qualquer justificativa para tal ação, uma vez que, segundo ele, o Irã já estaria “totalmente derrotado militarmente”. No entanto, a realidade no terreno diverge da sua declaração, com os EUA ainda sem ter alcançado muitos dos objetivos iniciais estabelecidos para a guerra.

A escalada de conflitos, conforme informações divulgadas, iniciou-se com um ataque dos EUA a dois lançadores de mísseis na ilha iraniana de Larak, resultando em mortos e feridos, segundo o Irã. Em retaliação, o Irã lançou mísseis contra bases militares americanas na Jordânia, sendo a maioria interceptada. A recente retomada dos ataques acontece após semanas de crescente pressão econômica dos EUA contra o Irã e seus aliados comerciais.

Trump promete novos ataques e Irã envia sinais mistos

Donald Trump declarou à emissora Fox News que as Forças Armadas americanas em breve realizarão “fortes ataques” contra o Irã, como resposta direta ao bombardeio iraniano contra bases dos EUA na Jordânia. “Vamos acertá-los com força”, afirmou o presidente, indicando uma continuidade na política de retaliação.

Por outro lado, o Irã apresentou sinais contraditórios. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, expressou o desejo do país em buscar uma solução negociada para o conflito e retomar as tratativas diplomáticas. Contudo, uma autoridade iraniana também prometeu amplas retaliações a qualquer nova agressão por parte dos Estados Unidos, conforme relatado pela agência de notícias Reuters.

Objetivos de Trump no Irã ainda não foram totalmente alcançados

Apesar das repetidas declarações de vitória no conflito, Donald Trump não atingiu boa parte das metas que definiu no início da guerra contra o Irã. Entre os objetivos traçados estavam o desmantelamento do programa nuclear iraniano, a limitação da capacidade do país em atacar rivais regionais e a criação de condições para a derrubada do governo dos líderes religiosos.

A guerra, iniciada por uma ação conjunta entre os EUA e Israel, tem enfrentado desafios, e o próprio Trump admitiu que os EUA não cumpriram todos os seus objetivos iniciais. A estratégia americana tem priorizado medidas financeiras e sanções econômicas, em vez de novas ações militares diretas, embora a retórica de Trump sugira uma disposição para intensificar os ataques.

Retomada de agressões e contestações mútuas

No domingo, os dois países voltaram a trocar agressões, marcando o fim de um período de relativa calma desde julho. Os EUA atacaram lançadores de mísseis na ilha de Larak, no Estreito de Ormuz, alegando uma ação “limitada e precisa” contra a instalação de minas. O Irã, por sua vez, retaliou com mísseis contra bases americanas na Jordânia.

O Exército iraniano também afirmou ter atacado a base aérea de Al Minhad, nos Emirados Árabes Unidos, informação que foi negada pelo governo dos Emirados. A situação permanece tensa, com ambos os lados demonstrando disposição para responder a qualquer nova provocação, enquanto a comunidade internacional observa com apreensão os desdobramentos do conflito.

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