Irmão preso por morte da irmã chora em vídeo após enterro: ‘Sentimento de vazio’

RONDONIA

Irmão suspeito de matar a própria irmã chora em vídeo divulgado após enterro

Um vídeo divulgado nas redes sociais em março, logo após o enterro de Poliana dos Santos Gonçalves, encontrada morta em sua residência, mostra seu irmão, João Vitor dos Santos Gonçalves, em prantos. João Vitor foi preso na última quinta-feira (24), sob suspeita de envolvimento na morte da irmã.

Na gravação, João Vitor relata o momento em que encontrou o corpo de Poliana, que estava amarrada e apresentava perfurações. Ele descreve sua reação inicial como uma necessidade de orar, buscando consolo em sua fé.

Conforme informações divulgadas pela delegada Maria Braga, as suspeitas sobre a participação de João Vitor no crime surgiram devido ao seu “comportamento suspeito”, incluindo uma aparente frieza, falta de demonstração de sentimentos e pressa em realizar o sepultamento. O caso segue em sigilo, com outras quatro pessoas sendo consideradas suspeitas, duas já falecidas e duas presas.

Relato de dor e fé no vídeo divulgado

No vídeo, João Vitor expressa a profunda tristeza pela perda de Poliana, sua única irmã, e o sentimento de vazio deixado por sua ausência. Ele fala sobre a importância de se manter firme para a família durante o velório e demonstra sua forte conexão com a fé cristã.

“Claro que eu estou triste, sinto um sentimento de vazio muito grande, porque era minha irmã, a minha única irmã, infelizmente, só que Deus vai me acalmar”, disse ele no vídeo, que na época gerou empatia e comoção entre os internautas.

João Vitor pediu para que familiares e amigos não se revoltassem com Deus pela morte de Poliana, reforçando sua confiança em Cristo e a paz que sua fé lhe proporciona. Ele também agradeceu o apoio recebido e expressou a crença de que “tudo será revelado”.

Histórico e desdobramentos do caso

Esta não é a primeira vez que João Vitor entra em conflito com a lei. Em julho, ele já havia sido alvo de um mandado de busca domiciliar e foi detido em flagrante por posse irregular de arma de fogo e munição.

A prisão preventiva de João Vitor ocorreu em Jaru (RO), e ele foi encaminhado ao Centro Regional de Ressocialização Augusto Simon Kempe. O inquérito sobre o caso foi concluído pela Polícia Civil e encaminhado ao Ministério Público de Rondônia.

O caso, que chocou a comunidade local pela brutalidade e pelo envolvimento familiar, continua sob investigação. O g1 busca contato com a defesa do suspeito para obter manifestação sobre as acusações.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *