Mulher confessa ter matado marido em RO, mas é liberada por lei eleitoral; entenda o caso

RONDONIA

Suspeita de matar marido em RO confessa crime, mas não é presa devido à legislação eleitoral; entenda

Uma mulher que confessou ter matado o próprio marido em Mirante da Serra, no estado de Rondônia, foi liberada pela polícia devido a uma particularidade da legislação eleitoral. Priscila de Jesus, suspeita de tirar a vida do fazendeiro Vanderlei Poyer de Oliveira, de 42 anos, se apresentou às autoridades e alegou ter agido em legítima defesa.

O caso ganhou repercussão após a confissão da mulher, que relatou ter usado uma faca contra o marido durante uma discussão. A **legislação eleitoral** estabelece restrições quanto a prisões preventivas em períodos próximos às eleições, o que impediu a detenção da suspeita no momento.

A vítima foi encontrada morta em uma estrada próxima a onde o crime ocorreu. Uma caminhonete, com vestígios de sangue, estava no local. Conforme informações divulgadas pelo g1, o exame do médico legista confirmou que Vanderlei sofreu uma perfuração no peito e apresentava lesões nas mãos, compatíveis com uma tentativa de defesa.

A confissão e a alegação de legítima defesa

Priscila de Jesus confessou à Polícia Civil que a morte de Vanderlei Poyer de Oliveira aconteceu após uma discussão dentro do carro do casal. Segundo ela, usou uma faca para se defender das agressões do marido. As duas filhas do casal estavam no veículo no momento do crime. A faca utilizada no ato foi encontrada dentro do carro, e testemunhas relataram que a vítima costumava portar uma faca no veículo.

Restrição da lei eleitoral impede prisão preventiva

Apesar de a Justiça ter expedido um mandado de prisão preventiva contra Priscila, a ordem não pôde ser cumprida. Isso se deve à lei eleitoral, que proíbe a realização de prisões preventivas nos cinco dias que antecedem as eleições e nas 48 horas posteriores ao pleito. O delegado Flaviano José explicou que, neste período, a prisão só é possível em casos de flagrante delito, cumprimento de pena definitiva ou descumprimento de salvo-conduto.

O que aconteceu após o crime

Após o ocorrido, Priscila teria deixado uma das filhas ao lado do corpo do fazendeiro, na beira da rodovia, e seguido para uma área urbana em busca de ajuda. Ela chegou a informar a um comerciante local que o marido estava morto. Em seguida, a mulher desapareceu e não foi mais vista.

Investigação segue em andamento

O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Rondônia. A alegação de legítima defesa será apurada, assim como as circunstâncias que levaram à morte do fazendeiro Vanderlei Poyer de Oliveira. A aplicação da lei eleitoral, que impediu a prisão preventiva, levanta discussões sobre a efetividade da justiça em casos como este.

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