Coreia do Norte cogita reforçar arsenal na fronteira com a Coreia do Sul e retomar propaganda por alto-falantes
A Coreia do Norte está considerando o envio de armamento tático adicional para a fronteira com a Coreia do Sul, além de avaliar a retomada das transmissões por alto-falantes. A informação foi divulgada por Kim Yo Jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un, em um comunicado oficial.
Segundo a agência estatal de notícias KCNA, Kim Yo Jong descreveu a situação na zona de demarcação como “muito instável”. Ela acusou as forças sul-coreanas de estarem ameaçando os militares norte-coreanos com disparos de advertência e outras ações.
As declarações surgem em um contexto de escalada de tensões e obras de fortificação na fronteira. Conforme informações divulgadas pela agência estatal KCNA, as autoridades norte-coreanas estão examinando a possibilidade de implantar mais meios de ataque tático e retomar as transmissões por alto-falantes como medidas preventivas e de repressão.
Tensões crescentes e obras de fortificação na fronteira
Há cerca de duas semanas, as Forças Armadas da Coreia do Sul relataram a mobilização de aproximadamente 7 mil trabalhadores norte-coreanos para a instalação de minas e cercas na fronteira. O governo sul-coreano solicitou a Pyongyang a suspensão dessas obras de fortificação, que já teriam causado cerca de 50 incidentes, incluindo um que feriu gravemente dois soldados sul-coreanos no mês passado.
Acusações de ameaças e medidas de retaliação
Kim Yo Jong afirmou que Seul emitiu 2.870 alertas por alto-falantes e disparou 201 tiros de advertência contra o Norte entre 1º de agosto e 17 de outubro. Ela declarou que, para lidar com a situação atual, a liderança militar norte-coreana está analisando a possibilidade de implantar mais armamento tático ao longo da fronteira sul.
“Nossa liderança militar está examinando a possibilidade de implantar mais meios de ataque tático ao longo da fronteira sul como medida preventiva e de repressão para lidar com contingências, bem como de retomar as transmissões por alto-falantes contra a Coreia do Sul, além de considerar outras medidas necessárias e apropriadas”, disse Kim Yo Jong.
Especialistas alertam para risco de conflito
Lim Eul-chul, professor do Instituto de Estudos do Extremo Oriente da Universidade de Kyungnam, em Seul, comentou que as forças armadas sul-coreanas estão em alerta máximo devido às obras de fortificação e às ações de advertência. Ele alertou que Pyongyang parece preocupada com o agravamento das tensões e o risco de um conflito militar na região fronteiriça.
