Polícia Federal e Ibama desarticulam garimpo ilegal com destruição de 20 dragas no Rio Madeira, em Rondônia
A Polícia Federal (PF) e o Ibama realizaram uma operação de grande porte no Rio Madeira, em Porto Velho, Rondônia, nesta sexta-feira (30). A ação, que faz parte da segunda fase da Operação Nêmesis, resultou na destruição de 20 dragas utilizadas em atividades de garimpo ilegal de ouro.
A fiscalização teve como alvo embarcações que operavam sem licença ambiental em um trecho do rio próximo à Usina Hidrelétrica de Jirau. A operação também resultou na apreensão de armas, celulares e mercúrio, substância tóxica amplamente utilizada na extração ilegal de ouro.
A primeira fase da Operação Nêmesis, realizada na terça-feira (27), já havia sido exitosa, com a destruição de 72 embarcações. A continuidade das ações demonstra o compromisso das autoridades em combater crimes ambientais e a mineração irregular, conforme divulgado pelo g1.
Ação de grande porte com apreensões significativas
Durante a fiscalização desta sexta-feira, além das 20 dragas, os agentes inutilizaram rebocadores, motores e outros equipamentos essenciais para a operação ilegal. Foram apreendidos quatro armas de fogo, seis celulares e dois frascos de mercúrio. Adicionalmente, 67 mil litros de diesel, combustível utilizado pelas embarcações, foram destruídos.
Identificação de atividade organizada e em larga escala
A PF destacou que as dragas apreendidas são de grande porte, com um valor estimado em mais de R$ 4 milhões cada. Esse alto custo e o tamanho dos equipamentos indicam uma atividade organizada e em larga escala de extração de ouro. As investigações agora se concentram em identificar os financiadores, operadores e compradores do ouro ilegal.
Operação se baseia em dados de satélite e fiscalização
Para identificar as irregularidades, a PF comparou a localização das embarcações com os registros da Agência Nacional de Mineração (ANM). Imagens de satélite revelaram que as dragas estavam operando em áreas irregulares desde abril de 2025, mudando de posição fora das áreas autorizadas e causando alterações nas margens do rio.
Envolvidos responderão por múltiplos crimes
Os envolvidos no garimpo ilegal poderão responder por crimes como extração mineral sem autorização, usurpação de bens da União, uso irregular de substância tóxica e associação criminosa. Apesar da magnitude da operação, ninguém foi preso durante a ação desta sexta-feira, mas as investigações seguem para responsabilizar todos os envolvidos.
