Julgamento Começa: Casal é Acusado de Encomendar Assassinato de Dentista Clei Bagattini em Consultório em Rondônia

RONDONIA

Começa julgamento do casal acusado de matar dentista Clei Bagattini em Rondônia

O Tribunal do Júri iniciou nesta sexta-feira (24) o julgamento de Raqueline Leme Machado e Maikon Sega Araújo, acusados de participar do assassinato do dentista Clei Bagattini. O crime ocorreu em julho de 2024, dentro do próprio consultório da vítima, em Vilhena, Rondônia. A sessão está sendo realizada no Fórum Desembargador Leal Fagundes.

O autor dos disparos que vitimaram o dentista, Maicon Raimundo, foi identificado pela polícia. Ele se passou por paciente para se aproximar de Clei Bagattini e cometer o crime. Após cinco meses foragido, Maicon Raimundo morreu em um confronto com a polícia no município de Colniza, no Mato Grosso.

O caso chocou a cidade de Vilhena e gerou grande repercussão. A investigação policial apontou que o assassinato do dentista Clei Bagattini teria sido encomendado, com o executor recebendo pagamento para realizar o ato. A Polícia Civil ainda busca identificar o mandante do crime. Conforme informações divulgadas pela polícia, o casal acusado e o executor teriam se reunido em uma chácara para planejar os detalhes finais do assassinato.

O Planejamento do Crime e a Investigação Policial

De acordo com as investigações, o autor dos disparos esteve no consultório do dentista Clei Bagattini em duas ocasiões antes do crime. Na primeira visita, ele teria solicitado atendimento exclusivo com a vítima. Na segunda, o suspeito foi ao local para confirmar o agendamento da consulta, que serviria como fachada para o assassinato.

Imagens de câmeras de monitoramento e depoimentos da secretaria do dentista foram cruciais para a reconstituição dos fatos e para a identificação dos envolvidos. A Polícia Civil, em coletiva de imprensa, revelou que o assassinato foi premeditado e encomendado, mas a identidade do mandante ainda está sob investigação.

O Julgamento e a Situação dos Réus

O Júri que decidirá o destino de Raqueline Leme Machado e Maikon Sega Araújo é composto por sete pessoas, sendo cinco mulheres e dois homens. Estão previstas cerca de 20 oitivas de testemunhas durante o julgamento, conforme informações do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO).

Maikon Sega Araújo aguarda o desfecho do julgamento em uma unidade prisional. Já Raqueline Leme Machado responde ao processo em prisão domiciliar, utilizando tornozeleira eletrônica para monitoramento. A defesa dos réus informou ao g1 que só se pronunciará após a divulgação da sentença final.

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