Militar dos EUA que participou da captura de Maduro tentou esconder R$ 2 milhões em apostas com criptomoedas e contas no exterior

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Militar Americano Envolvido na Captura de Maduro é Investigado por Lucro Ilegal em Apostas

Um sargento do exército dos Estados Unidos, que participou da operação que levou à captura de Nicolás Maduro, está no centro de uma investigação por supostamente lucrar cerca de R$ 2 milhões em apostas esportivas utilizando informações privilegiadas.

A conduta do militar levantou suspeitas devido a movimentações financeiras atípicas, que indicariam uma tentativa de ocultar a origem e a natureza dos ganhos. A investigação aponta para uma estratégia complexa envolvendo múltiplas apostas e transferências para plataformas de criptomoedas.

Conforme apurado, o sargento teria realizado um volume considerável de apostas em um curto período, buscando pulverizar os valores e evitar levantar suspeitas. A tentativa de ocultar o dinheiro, utilizando criptoativos e contas internacionais, culminou em sua detenção.

Estratégia de Ocultação com Criptomoedas e Contas Estrangeiras

O militar teria feito 13 apostas entre 27 de dezembro e 2 de janeiro, totalizando aproximadamente US$ 33 mil. Após receber os lucros, a maior parte do valor foi transferida para uma carteira de criptomoedas no exterior e, subsequentemente, para uma conta recém-criada em uma corretora online. Essa tática visa dificultar o rastreamento, já que transações em criptomoedas são registradas por endereços digitais, conferindo pseudonimato.

Ao movimentar os recursos entre diferentes carteiras e plataformas, o objetivo seria fragmentar o caminho do dinheiro, tornando mais complexa a identificação da origem dos recursos por parte das autoridades. No dia da operação de captura, o militar sacou a maior parte dos ganhos supostamente ilegais da Polymarket.

Tentativas de Apagar Rastros e Pedido de Exclusão de Conta

No dia 6 de janeiro de 2026, o sargento Van Dyke tentou ocultar sua identidade pedindo a exclusão da conta na plataforma Polymarket, alegando falsamente ter perdido acesso ao e-mail. No mesmo dia, alterou o endereço eletrônico vinculado à conta de criptomoedas para outro, criado semanas antes e que não estava em seu nome, demonstrando um esforço deliberado para despistar as investigações.

Apesar de seus esforços, a movimentação atípica gerou suspeitas imediatas no mercado de previsões. Isso desencadeou uma investigação de meses que resultou na detenção do comando militar. A acusação principal é o uso de dados sigilosos para ganhos financeiros pessoais, o que é estritamente proibido.

Acusações e Punições Legais

O procurador-geral interino do FBI, Todd Blanche, destacou que os militares recebem acesso a informações confidenciais para o cumprimento de suas missões, e não para obter vantagem financeira pessoal. O sargento agora responde por três acusações de violação da Lei de Bolsa de Mercadorias, com pena máxima de até 10 anos para cada.

Além disso, ele enfrenta acusações de fraude eletrônica, com pena máxima de até 20 anos, e transação monetária ilegal, com pena de até 10 anos. A investigação demonstra a rigorosa fiscalização sobre o uso de informações privilegiadas por parte de militares.

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