A trágica morte de um cabeleireiro de 34 anos em Maceió, após consumir caranguejo, reacendeu um alerta importante sobre alergias alimentares. Eryvelton Gomes faleceu em decorrência de um choque anafilático, mesmo sabendo ser alérgico apenas a camarão. A situação levanta dúvidas cruciais para muitas pessoas com restrições alimentares.
O caso chocou pela rapidez e pela aparente segurança que a vítima acreditava ter. Segundo relatos de familiares, Eryvelton não imaginava que a alergia a camarão pudesse representar um risco ao comer caranguejo. Ele passou mal ainda na praia, sendo socorrido e levado às pressas para o hospital, mas não resistiu às tentativas de reanimação.
Essa ocorrência é um exemplo claro do fenômeno conhecido como ‘reação cruzada’, explicado pela Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai). Essa condição faz com que alimentos diferentes provoquem reações alérgicas semelhantes em uma mesma pessoa, o que significa que uma alergia conhecida pode se estender a outros alimentos que compartilham certas proteínas.
A Proteína Responsável: Tropomiosina
Tanto o camarão quanto o caranguejo, assim como outros crustáceos como siri e lagosta, possuem uma proteína chamada tropomiosina. Essa substância é apontada como a principal causadora de alergias a moluscos e crustáceos. Quando o corpo desenvolve uma alergia a essa proteína, o sistema imunológico passa a identificá-la como uma ameaça.
Dessa forma, mesmo que uma pessoa nunca tenha consumido caranguejo antes, seu organismo pode reagir de maneira adversa ao encontrar a tropomiosina presente neste crustáceo. O sistema imunológico,
