Líder chavista promete libertar 300 presos até sexta-feira: idosos, doentes e policiais detidos desde 2003 podem ser soltos

BRASIL

Venezuela anuncia soltura de 300 presos até sexta-feira, incluindo idosos e doentes. Três policiais detidos desde 2003 também estão na lista, segundo Jorge Rodríguez.

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, divulgou nesta terça-feira (19) que um grupo de 300 presos será libertado entre segunda e sexta-feira desta semana. A medida abrange detentos idosos, pessoas com problemas de saúde e, notavelmente, três policiais que estavam sob custódia desde 2003.

A declaração de Rodríguez, que também é irmão da presidente interina Delcy Rodríguez, levanta questões sobre a aplicação da lei de anistia aprovada em fevereiro. O governo venezuelano, historicamente, nega a existência de presos políticos, argumentando que todos os detidos cometeram crimes.

Jorge Rodríguez foi encarregado pela cúpula chavista de comunicar futuras libertações, incluindo uma prevista para o início de janeiro de 2026. Essa data é pouco depois de um evento que o governo descreveu como uma invasão americana resultando no sequestro do presidente Nicolás Maduro.

Libertações anteriores como gesto de paz

Em ocasiões anteriores, o governo venezuelano já anunciou solturas de presos, descrevendo-as como um gesto de paz e uma resposta a reivindicações da oposição. Rodríguez enfatizou que essas ações foram unilaterais, sem acordos prévios com outras partes.

Um caso notório foi o da ativista venezuelana Rocío San Miguel, que também possui nacionalidade espanhola. Detida desde 9 de fevereiro de 2024, sua soltura foi confirmada pelo governo espanhol. San Miguel, especialista em temas militares e diretora da ONG Control Ciudadano, foi acusada pelas autoridades de estar envolvida em um suposto plano para assassinar o presidente Nicolás Maduro.

O Helicoide: de prisão a centro cultural

Rocío San Miguel estava encarcerada no Helicoide, uma prisão do serviço de inteligência venezuelano conhecida por denúncias de tortura por parte de organizações de direitos humanos. Recentemente, o governo de Delcy Rodríguez anunciou a desativação do Helicoide.

A proposta é transformar o local em um complexo cultural e esportivo, marcando uma mudança significativa na utilização de uma instalação que se tornou símbolo de repressão. A expectativa é que a soltura dos 300 presos, incluindo os casos mencionados, gere repercussão tanto interna quanto internacionalmente.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *