EUA consideraram operação militar para capturar urânio iraniano, aponta reportagem
Os Estados Unidos chegaram a cogitar uma audaciosa operação terrestre dentro do Irã com o objetivo de apreender estoques de urânio altamente enriquecido. Esse material é considerado crucial para a fabricação de armas nucleares, e sua posse pelo Irã sempre foi um ponto de grande tensão internacional.
A informação, divulgada pela CNN com base em fontes anônimas com conhecimento do assunto, revela que o plano foi detalhado e apresentado ao então presidente Donald Trump nas semanas finais de seu mandato. A possibilidade de uma intervenção militar direta para controlar o programa nuclear iraniano demonstra a gravidade das preocupações americanas.
O plano foi discutido em um contexto de negociações tensas entre Washington e Teerã sobre o programa nuclear iraniano. Apesar de declarações de Trump sobre um possível acordo, os debates sobre a ação militar indicam o quão perto os dois países estiveram de um conflito mais amplo. Conforme informação divulgada pela CNN, a operação foi vetada pelo presidente americano.
General americano interrompeu agenda internacional para discutir plano secreto
O chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, general Dan Caine, chegou a interromper seus compromissos no exterior em maio para retornar urgentemente aos Estados Unidos. Ele participou de reuniões sigilosas no Comando Central americano, na Flórida, onde cenários para uma possível incursão militar foram analisados.
O foco principal era a estratégia para capturar o urânio enriquecido que estaria armazenado em instalações nucleares iranianas. O objetivo era neutralizar a capacidade do Irã de desenvolver armas nucleares, impedindo o acesso ao material físsil.
Trump rejeitou operação por receio de retaliação e altos custos humanos
De acordo com as fontes ouvidas pela CNN, Donald Trump recebeu um detalhamento das opções militares disponíveis. No entanto, ele decidiu não autorizar a operação. A principal razão para a recusa foi o alerta sobre os riscos de uma forte retaliação iraniana, que poderia escalar o conflito.
Autoridades americanas também expressaram preocupação com a possibilidade de um número elevado de baixas entre soldados americanos. Além disso, os potenciais impactos econômicos negativos de uma escalada do conflito foram considerados fatores determinantes na decisão de Trump.
Desafios logísticos e riscos extremos marcavam a operação militar
Especialistas ouvidos pela CNN apontam que uma operação desse tipo enfrentaria desafios logísticos imensos. Parte do material nuclear estaria distribuída em diferentes complexos e armazenada em túneis subterrâneos fortemente protegidos, dificultando o acesso e a apreensão.
Fontes ligadas ao planejamento militar classificaram a missão como de risco entre “alto” e “extremo”. A operação exigiria centenas de soldados das forças especiais e apresentava uma alta probabilidade de perdas humanas significativas, além de uma possível reação militar e econômica por parte do Irã.
