Painéis Publicitários na Fronteira com o Brasil são Desativados Após Montagem de Bolsonaro Agressor de Jogador Paraguaio

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Fronteira Brasil-Paraguai: Retirada Massiva de Painéis Publicitários Após Incidente com Montagem de Bolsonaro

Cerca de 60 painéis publicitários foram desativados e retirados em Cidade do Leste, no Paraguai, uma região de intenso tráfego com o Brasil. A ação governamental ocorreu após a exibição de uma montagem controversa envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e o jogador paraguaio Gustavo Gómez, que causou grande repercussão e revolta.

As estruturas, localizadas em uma das principais vias de acesso entre os dois países, foram consideradas irregulares pelo Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC). A retirada visa, segundo o governo paraguaio, garantir a segurança viária e combater a poluição visual, além de responder ao incidente específico.

O episódio levanta questões sobre a segurança digital e a responsabilidade das empresas de publicidade, enquanto as autoridades paraguaias buscam esclarecer a autoria da montagem e a possível invasão dos sistemas. Acompanhe os desdobramentos deste caso que abalou a região fronteiriça.

Montagem Ofensiva Gerou Repercussão e Investigação

No dia 30 de maio, pelo menos três telões na região da Ponte da Amizade exibiram, por cerca de uma hora, montagens com provocações políticas e futebolísticas contra o Paraguai. Uma das cenas mais chocantes mostrava o ex-presidente Jair Bolsonaro agredindo o jogador Gustavo Gómez, que integrava a seleção paraguaia.

A montagem incluía a frase “Brasil mandou e desmandou no campo e na política”, com a imagem do político sentado nas costas do jogador e puxando seus cabelos. Na parte inferior, a provocação “o Hexa é nosso” completava a mensagem. As empresas responsáveis pelos telões, Fast Print e Publimix, alegaram ter sido vítimas de um ataque hacker, afirmando que o conteúdo foi divulgado por manipulação não autorizada de seus sistemas.

Governo Paraguaio Determina Retirada de Estruturas Irregulares

Em resposta ao incidente, o Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC) do Paraguai anunciou a retirada de todas as estruturas publicitárias consideradas irregulares. O órgão ressaltou que não autoriza a instalação de cartazes e painéis na faixa de domínio das rodovias, citando a Lei nº 5.016/2014, que proíbe estruturas que comprometam a visibilidade dos motoristas ou representem risco à segurança viária.

O MOPC destacou que, além de causarem poluição visual, os painéis podem colocar em risco a segurança no trânsito. O ministério informou que já existem processos administrativos e ações judiciais em andamento para remover estruturas instaladas em desacordo com a legislação, embora decisões judiciais possam, em alguns casos, atrasar essas medidas.

Empresas Alegam Ataque Hacker e Colaboram com Investigação

As empresas Fast Print e Publimix emitiram uma nota conjunta afirmando que seus sistemas foram invadidos e que estão colaborando com as autoridades para esclarecer os fatos, identificar os autores e determinar as responsabilidades. Uma denúncia criminal foi formalizada junto à Promotoria de Crimes Cibernéticos no Paraguai.

A empresa New Zone, também envolvida na divulgação dos anúncios, declarou não ter participado da veiculação do conteúdo ofensivo e afirmou ter solicitado esclarecimentos imediatos à empresa responsável pelos anúncios, além da retirada das imagens. Até o momento, a autoria da montagem e a identidade dos responsáveis pela invasão do sistema permanecem desconhecidas.

Presidente do Paraguai Lamenta o Ocorrido e Reforça Ordem de Retirada

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, manifestou-se publicamente sobre o caso, lamentando a instalação dos cartazes ofensivos. Em suas redes sociais, afirmou ter ordenado ao MOPC a retirada de todas as estruturas irregulares em espaços públicos. Ele declarou que “esse tipo de ação não contribui para o entendimento nem para o respeito que devem prevalecer entre os povos”.

Peña também ressaltou o bom momento que o Paraguai vive, com crescimento e atração de investimentos, sugerindo que tais incidentes podem ser tentativas de incomodar o avanço do país. Ele reforçou o compromisso de seu governo em continuar trabalhando para o crescimento do Paraguai e garantiu que o país seguirá em frente. O material removido foi encaminhado para depósitos do MOPC em Minga Guazú.

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