Irã Pronto para Ofensiva Terrestre Contra EUA, Enquanto Países do Oriente Médio Buscam Fim do Conflito

BRASIL

Irã se prepara para guerra terrestre e acusa EUA de planos ocultos, enquanto diplomacia tenta frear escalada no Oriente Médio.

Em meio a crescentes tensões na região, o Irã declarou neste domingo (29) estar preparado para responder a um eventual ataque terrestre dos Estados Unidos. A afirmação surge enquanto o país acusa Washington de planejar uma ofensiva por terra, apesar de discursos em prol de negociações.

A situação se agrava com a proliferação de ataques e o fechamento de rotas marítimas cruciais, elevando os riscos para a economia global. Paralelamente, nações do Oriente Médio intensificam esforços diplomáticos para encontrar uma saída para o conflito que já dura um mês.

Conforme informações divulgadas, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Ghalibaf, indicou que, embora os EUA enviem sinais de diálogo, há planos nos bastidores para o envio de tropas. O Irã, segundo ele, está pronto para uma reação firme caso essa movimentação se concretize, reiterando que não aceitará humilhação.

Esforços diplomáticos em Islamabad buscam cessar-fogo

Em um movimento para conter a escalada da violência, ministros das Relações Exteriores do Paquistão, Arábia Saudita, Turquia e Egito se reuniram em Islamabad neste domingo (29). O objetivo foi discutir estratégias para encerrar o conflito que já causou milhares de mortes em um mês.

Durante o encontro, foram apresentadas propostas aos Estados Unidos visando a reabertura do Estreito de Ormuz, rota vital que responde por cerca de um quinto do transporte global de petróleo e gás natural. Entre as ideias discutidas, destacam-se um sistema de tarifas similar ao do Canal de Suez e a formação de um consórcio internacional para gerenciar o fluxo de petróleo.

O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, anunciou que o país sediará em breve negociações entre os Estados Unidos e o Irã, segundo informou a agência Associated Press. O Paquistão tem buscado atuar como mediador, mantendo relações próximas com ambas as nações.

EUA aumentam presença militar e preparam possíveis operações terrestres

Em resposta à crescente instabilidade, os Estados Unidos enviaram milhares de fuzileiros navais para a região do Oriente Médio. O primeiro de dois contingentes desembarcou na sexta-feira (27) em um navio de assalto anfíbio, projetado para operações de desembarque em costas inimigas.

O jornal Washington Post reportou que o Pentágono estaria se preparando para operações terrestres no Irã, que poderiam envolver tanto forças especiais quanto tropas convencionais. No entanto, ainda não há confirmação de que o presidente Donald Trump tenha autorizado tais planos. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que os EUA podem atingir seus objetivos sem a necessidade de tropas em solo, mas reconheceu que o envio de forças expande as opções do governo.

Ataques se intensificam e o risco para o transporte marítimo aumenta

Enquanto as negociações avançam lentamente, os confrontos continuam intensos. Neste domingo (29), a fabricante de insumos agrícolas Adama informou que sua unidade em Israel foi atingida por um míssil iraniano ou por destroços, sem registro de feridos. O Exército do Kuwait, aliado dos EUA, relatou ferimentos em 10 militares após um ataque com míssil a uma base militar, que sofreu danos materiais significativos.

A Universidade em Isfahan, no Irã, e um prédio que abriga uma emissora de TV do Catar em Teerã também teriam sido alvos de ataques. No sul do Irã, cinco pessoas morreram em um ataque a um cais. Israel, por sua vez, confirmou ter atingido instalações ligadas à produção de armas em Teerã e alvos ligados ao Hezbollah no Líbano, onde também matou três jornalistas e um soldado.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou a ampliação da zona de segurança no sul do Líbano, visando reforçar a segurança na fronteira norte do país. Com o Estreito de Ormuz fechado e a entrada dos houthis no conflito, a preocupação com outras rotas marítimas, como o Mar Vermelho, aumenta, com especialistas alertando para o impacto na economia global.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *